Paul Simon essencial em cinco discos

No dia do aniversário do músico - faz hoje 75 anos - deixamos-lhe os álbuns essenciais para a sua história musical

PAUL SIMON (1972)› O princípio da volta ao mundo em cantigas: o reggae em Mother

and Child Reunion (gravada na Jamaica), as influências latinas em Me and Julio

Down by the Schoolyard, o folk estilizado de Duncan. O "fantasma" de Garfunkel

caía por terra ao primeiro assalto, com Simon a vender muito e a ganhar a

crítica.


STILL CRAZY AFTER ALL THESE YEARS (1975)› Com Garfunkel de volta para o

tema My Little Town, mostra uma aproximação ao jazz (Michael Brecker, Phil Woods,

Toots Thielemans, David Sanborn, Steve Gadd e o pianista Richard Tee estão na

lista de músicos) e garante mais dois clássicos: o biográfico tema-título e o

imortal 50 Ways to Leave Your Lover.


GRACELAND (1986)› O que seria da world music

sem este disco, que o autor preparou com alguns dos melhores músicos

sul-africanos? Controverso, por causa do boicote ao país do apartheid, o álbum

foi "absolvido" pelo próprio Nelson Mandela. Artisticamente, representa mais um

voo sem rede de um criador corajoso e sem limites.


THE RHYTHM OF THE SAINTS

(1990)› Só Simon poderia juntar, num mesmo álbum, Milton Nascimento e J.J. Cale,

ou os grupos Olodum e Ladysmith Black Mambazo - e tudo à sombra das escolas

musicais brasileiras, em especial a da Bahia, que rende um hino chamado The

Obvious Child. Foi este o disco que serviu de base ao concerto português de

1991.


STRANGER TO STRANGER (2016)› Lançado já neste ano, mantém a inquietação e a

ironia agridoce que atravessam o melhor do seu património. Continua em viagem,

com destinos cada vez mais improváveis - desde instrumentos tradicionais indianos

e ambientes chegados ao flamenco. Disco de ressurreição, rezemos para que não se

torne despedida.

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