Obras chokwe regressam a casa em Janeiro

Três obras de arte roubadas do Museu do Dundo adquiridas recentemente pela Fundação Sindika Dokolo deverão ser apresentadas ao Presidente de Angola no início de janeiro de 2016.

A informação foi avançada por Sindika Dokolo, presidente da fundação com o mesmo nome, no anúncio sobre a realização da III Trienal de Luanda, que se realiza em 2016.

Sindika Dokolo divulgou que três peças que tinham sido roubados do Museu do Dundo foram encontradas e que foi organizado o seu regresso. Trata-se das duas máscaras chokwes (das províncias das Lundas, norte de Angola) e uma estátua, cuja aquisição foi anunciada pelo empresário de origem congolesa em novembro.

As peças foram compradas a colecionadores europeus e, segundo o comunicado, foram retiradas do país durante a guerra civil. Voltarão ao museu, onde estiveram pela última vez. A instituição detém uma coleção de obras etnográficas de madeira, máscaras e esculturas, assim como registos sonoros e fotográficos dos Chokwe desde 1880.

Sindika Dokolo, que é casado com a filha do presidente José Eduardo dos Santos, referiu que às pessoas que se encontravam com essas obras foi proposta uma indemnização, cujos valores não avançou.

"Nós não queremos estabelecer culpa ou criminalizar o facto de eles terem adquirido obras que foram roubadas em museus, mas é uma resposta muito concreta e prática, pragmática, que nós conseguimos propor para o regresso das obras de arte", disse Sindica Dokolo, marido de Isabel dos Santos, primogénita do Presidente de Angola.

O patrono da fundação Sindika Dokolo informou que a apresentação das três peças a José Eduardo dos Santos deverá ocorrer no início do mês de janeiro, com vista a "marcar a importância simbólica deste ato cultural" de regresso do património cultural angolano.

"E de uma celebração popular deste evento importante, como se tratasse de um membro da família", frisou.

Sobre a III Trienal de Luanda, que decorrerá durante todo o ano de 2016, Sindika Dokolo disse que o ponto mais alto do evento será a realização de 146 conferências e a participação de 352 palestrantes, entre nacionais e estrangeiros.

A III Trienal de Luanda, projeto cultural existente há dez anos, visa promover a cultura e arte da capital angolana, em particular, e de Angola no geral, através de exposições, conferências e publicação de livros.

Sindika Dokolo disse que as conferências serão organizadas pelas redes de mediatecas do país, que permitirá a interatividade ente Luanda, Huambo, Soyo (na província do Zaire), Huíla e outras regiões do país.

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