O Parque da Pena visto por dez artistas

Utilizando materiais existentes no próprio parque, artistas de diferentes nacionalidades, vão criar instalações para uma exposição alusiva ao bicentenário de D. Fernando II.

Os portugueses Vhils e Alberto Carneiro e o alemão Nils-Udo são três dos dez artistas que vão ter trabalhos expostos na exposição Point of View que será inaugurada a 25 de maio a exposição no Parque da Pena, em Sintra.

A exposição, que reunirá dez artistas de renome internacional e que assinala o bicentenário de D. Fernando II, o "rei artista", que foi o criador do Parque da Pena. A ideia, segundo o diretor artístico Paulo Arraiano é a de "estabelecer uma visão contemporânea (mas atemporal) sobre o binómio Homem/Natureza e, ao mesmo tempo, um diálogo cultural entre ambos, diálogo, este, estabelecido a priori por D. Fernando II".

D. Fernando II construiu o Palácio Nacional da Pena em 1838, depois de ter adquirido as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e transformou Sintra no que hoje conhecemos, uma simbiose entre a obra humana e a natureza. É essa simbiose que estará em destaque na exposição, com os visitantes a "perderem-se" no Parque: a ideia é que o explorem e que o conheçam nas suas diferentes perspetivas e "pontos de vista".

E são os pontos de vista que abrem caminho para o Point of View. O conceito vem da expressão francesa Point de Vue, que é utilizada na arquitetura paisagista, e que tem a ver, precisamente, com o conceito de perspetiva.

A exposição contará assim com dez artistas: Alberto Carneiro (Portugal), Alexandre Farto/Vhils (Portugal), Antonio Bokel (Brasil), Bosco Sodi (México), Gabriela Albergaria (Portugal), João Paulo Serafim (Portugal), NeSpoon (Polónia), Nils-Udo (Alemanha), Paulo Arraiano (Portugal) e Stuart Ian Frost (Reino Unido). Estes artistas trabalharão como "como agentes de re-conexão e diálogo entre o binómio Homem/Terra" e ajudarão a celebrar a ideia original de D.Fernando II.

Para a exposição serão criadas instalações próprias, colocadas em pontos estratégicos do Parque e com materiais, que na sua maioria, existem no Parque. As obras estarão expostas durante um ano e não sofrerão qualquer tipo de manutenção, tendo em conta que "o amadurecimento natural de cada peça faz parte do conceito da exposição".

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