O musical enquanto celebração

Crítica a "O grande Showman", de Michael Gracey

Não haja dúvidas de que Hugh Jackman é um ator versátil, no melhor sentido do termo. Não se trata apenas de estar tão bem neste papel de empresário do entretenimento como está no do super-herói Wolverine, mas de uma sabedoria de encaixe nos géneros cinematográficos.

No musical, Jackman está em casa. E mais do que uma questão de coreografia e voz, é o seu entusiasmo vibrante na linha de Gene Kelly que oferece a este O Grande Showman um toque elementar de brilho e classicismo. Inspirado na vida de P.T. Barnum (1819-1891), o filme aproveita a própria ideia do espetáculo para se deixar mover por ele. A sua única fragilidade é o realizador debutante, Michael Gracey, não dominar muito bem a subtileza dos artifícios. Por isso, em alguns momentos, sente-se o simplismo do artesão, com um currículo ligado à publicidade e aos efeitos especiais.

Classificação: ** Com interesse

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