O falecido Albano Jerónimo entre a realidade e a ficção

Mala Voadora estreia amanhã Pirandello no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. Um espetáculo inspirado na obra de Pirandello que nos põe permanentemente em dúvida

"Olá, boa noite, o meu nome é Albano Jerónimo e vou morrer três vezes", anuncia o ator logo no início do espetáculo. "Uma vez por engano, outra vez a fingir e outra como toda a gente." No palco, estão todos chorosos e vestidos de preto, como quem acaba de chegar de um funeral, mas o funeral não é ainda o de Albano, é o do seu pai, pois é aí que a história começa a ser contada. Confusos? Preparem-se para mortes e casamentos, traições e desaires financeiros, reviravoltas dignas de uma telenovela.

É assim Pirandello, o espetáculo que a Mala Voadora estreia amanhã no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e que tem como ponto de partida O Falecido Mattia Pascal, romance escrito por Luigi Pirandello (1867-1936) em 1905 que conta a estranha história de um arquivista, triste e cansado com a sua vida mo- nótona que, depois de comentar que andava a pensar a no suicídio, pega no dinheiro que lhe resta e vai enfiar-se durante vários dias num casino. Ao regressar, lê no jornal a notícia da sua própria morte. Isto porque tinha sido encontrado um corpo na sua propriedade e a família deduzira que se tratava dele.

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