Novo disco aos 80 anos. Cohen ainda nos faz suspirar

A guerra, a religião, a vida e a morte são os Popular Problems com que Leonard Cohen volta a debater-se no seu 13.º álbum.

Há 20 anos, Kurt Cobain, dos Nirvana, cantava em Pennyroyal Tea "give me a Leonard Cohen afterworld, so I can sigh eternally" ("Dá-me um Leonard Cohen no outro mundo para que possa suspirar eternamente"). Na altura, com 60 anos, Cohen entrava no mosteiro de Mount Baldy Zen Center, consolidando a sua relação com o budismo e afastando-se da música. Acabaria por regressar aos discos nos primeiros anos do século XXI, com o álbum Dear Heather, editado há dez anos, a fazer crer que o canadiano estaria de partida. Tudo mudou desde então e hoje, que celebra 80 anos com o lançamento do seu 13.º álbum, Popular Problems, mostra-se rejuvenescido e mais ativo do que nunca.

Estes problemas a que se refere no título do seu novo disco são as mesmas questões com que o músico, poeta e filósofo do rock se tem debatido ao longo das últimas cinco décadas: a vida, a morte, a guerra, a paz, a religião. "Pensei neste título como uma descrição geral de tudo aquilo que enfrentamos", explicou o próprio numa recente entrevista ao jornal norte-americano Wall Street Journal.

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