Nova diretora-geral quer reformular os apoios às artes

Paula Varanda garantiu ainda que os apoios pontuais serão lançados "rapidamente".

A nova diretora-geral das Artes, Paula Varanda, afirmou hoje que pretende lançar uma reflexão sobre os critérios e a forma de distribuição dos apoios às artes, para apurar se são adequados às necessidades do setor.

A responsável iniciou funções na quarta-feira, em conjunto com a subdiretora-geral das Artes, Ana Senha, nomeadas em regime de substituição pelo Ministério da Cultura para a liderança da Direção-Geral das Artes (DGArtes), organismo responsável pela coordenação e execução das políticas de apoio às artes.

Contactada pela agência Lusa sobre as linhas gerais que pretende imprimir na entidade, Paula Varanda indicou ainda que tem por objetivo "agilizar a forma de trabalhar [da DGArtes], para implementar os concursos de forma rápida".

"É preciso fazer uma reflexão sobre se a legislação que temos, que define os critérios e a forma de distribuição dos apoios às artes, é adequada às orientações políticas e às necessidades do setor", defendeu a responsável.

Afirmando que recebeu o convite do Ministério da Cultura "com surpresa, mas com muito agrado", a nova responsável da DGArtes espera ainda "encontrar uma forma de fazer crescer um bocadinho o orçamento de apoio ao setor independente das artes".

"Os concursos de apoio pontual são para lançar rapidamente", indicou à Lusa, acrescentando que deverão dispor de 800 mil euros, para a sua concretização.

A nova diretora-geral das Artes, Paula Varanda, 46 anos, é investigadora, gestora e produtora da área da dança, e a nova subdiretora-geral, Ana Senha, 40 anos, jurista, exerceu funções, entre 2003 e 2016, de assessoria jurídica e de coordenação do Gabinete Jurídico na EGEAC -Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, da Câmara de Lisboa.

Ambas substituíram, na DGArtes, respetivamente, Carlos Moura Carvalho, que cessou funções na terça-feira, depois de ter sido exonerado pela atual tutela, num processo que considerou ter tido falta de sustentação, e Joana Fins Faria, que tinha pedido a exoneração à anterior tutela, do ministro João Soares, a 04 de abril.

De acordo com o Ministério da Cultura, a escolha da nova direção tem como objetivo "criar um núcleo dirigente coeso e complementar, no que respeita a aptidões e funções".

No comunicado, o Ministério da Cultura justifica que a DGArtes "é um eixo estratégico para a concretização das políticas culturais e a escolha de uma equipa experiente, conhecedora do setor e das suas especificidades, foram fatores determinantes na seleção das responsáveis".

O ministério considera ainda "prioritária a criação de condições de estabilidade para que a DGArtes cumpra os seus objetivos e se assuma enquanto plataforma de diálogo e de proximidade com os agentes culturais". "Além da sua importante missão no financiamento a projetos artísticos, pretende-se que esta organização retome o seu papel de parceiro privilegiado na dinamização e qualificação do setor, através de uma estratégia sólida e dialogante, que garanta estabilidade e crescimento".

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