Nicolau Breyner e a voz de tenor que trocou pelos palcos

Começou a cantar com 12 anos e queria ser cantor de ópera. Veja o vídeo

Em 1968, com 28 anos, Nicolau Breyner subia ao palco no Festival RTP da Canção para cantar "Pouco Mais". Ficaria em quarto lugar.

O ator e realizador não deixa a voz como principal legado, mas, como destacou Simone de Oliveira à agência Lusa, foi "porque não quis", optando por seguir o chamamento dos palcos e das câmaras. "Chegámos a fazer os dois uma peça em que ambos cantávamos", lembra Simone de Oliveira. "Eu tinha 25 e ele 23 anos".

Numa entrevista ao jornal DN em 2014, o ator, que morreu esta segunda-feira aos 75 anos, afirmava que, em criança, não pensava em ser ator. Começou a cantar com 9 anos, por cima dos discos de vinil, e queria ser cantor de ópera. "Sabendo que estava decidido a ser cantor de ópera, o meu pai aconselhou-me então uma preparação em teatro", afirmou Nicolau Breyner.

Mas o tempo no Conservatório serviu para lhe apontar outra direção. A ópera tinha demasiadas regras. "As leias da ópera são de alta competição: não beber, não fumar, não apanhar sol, ter cuidado com a alimentação, não namorar muitas meninas. Foi quando disse: «Nem pensem nisso.» Eu queria viver".

A vocação de ser cantor ficou para trás. Deixaria um amplo legado de representação na televisão, no teatro e no cinema português, e viria mesmo a realizar os seus próprios filmes. Desde ser o Sr. Contente para o Sr. Feliz de Herman José até ao Joaquim dos Imortais, mostrou a sua enorme versatilidade enquanto ator.

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