Xutos com duas noites de festa, de "Sémen" a "Puro"

Para os fãs, o último disco dos Xutos está entre os melhores do grupo e marca um regresso ao som mais cru e às letras de intervenção. É que se verá, hoje e amanhã, na Meo Arena, nos concertos que celebram os 35 anos da banda

Quando Inês nasceu, há 20 anos, os Xutos & Pontapés já iam com 15 anos de músicas e de palcos. Mas isso não a impediu de se tornar uma das maiores fãs do grupo português e de ter consigo, como uma preciosidade, o primeiro single dos Xutos, Sémen, um vinil de 45 rotações lançado em 1982. Nesta noite, Inês Oliveira vai estar na Meo Arena, em Lisboa, para o concerto de celebração de 35 anos de carreira, que promete ser uma festa de arromba. Os bilhetes para hoje há muito que estão esgotados, mas ainda há alguns para amanhã.

"É o primeiro grande concerto dos Xutos a que vou assistir", conta Inês, que já os viu em showcases e espetáculos por esse País fora e até já os conhece pessoalmente. "Sou fã do rock e do punk dos anos 1980, o que é uma coisa rara na minha geração", conta. Entre os seus grupos portugueses preferidos, além dos Xutos, estão os Censurados, Peste & Sida, UHF ou Aqui d"El Rei.

"A minha fase preferida dos Xutos é o início da carreira, aquele rock mais pesado, o som mais cru. Mas o meu disco preferido é o último, Puro. É um disco com muita maturidade. Tem a intervenção e o rock pesado como no início, mas nota-se que houve uma evolução." Lançado no início do ano, Puro é o álbum que dá mote a estes concertos, e inclui temas que falam muito da atualidade, como por exemplo O Milagre de Fátima, Da Nação, Ligações Diretas ou A Voz do Dono. Falam da crise, da emigração, da falta de esperança no futuro.

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