Selena Gomez, uma promissora cantora pop

Depois de ter editado três álbuns acompanhada pelos The Scene, recentemente Selena Gomez estreou-se em nome próprio com o disco 'Stars Dance'. Vai atuar em Portugal a 11 de setembro.

Artista: Selena Gomez

Título: 'Stars Dance'

Editora: Universal Music Portugal

Classificação: 3/5

Muitos se surpreenderam quando este ano Selena Gomez participou na mais recente longa-metragem de Harmony Korine, Spring Breakers: Viagem de Finalistas, quebrando com a imagem que até então lhe era associada, dado ter sido um dos nomes lançados na última década pelo Disney Channel (sendo da mesma geração de Miley Cyrus e Demi Lovato, por exemplo).

Tal como tem acontecido com as suas colegas, Selena Gomez continua a ser notícia por uma série de razões que ultrapassam em muito a sua música. Mas o álbum que agora lançou em nome próprio, Stars Dance (que é o sucessor de três discos que lançou com a formação Selena Gomez & The Scene), revelam mais de perto uma voz promissora no atual panorama pop mainstream e que merece mais atenção do que aquela que lhe tem sido dada.

Stars Dance quer, de forma clara, mostrar que Selena Gomez já não tem a inocência que noutros tempos transmitia. É um trabalho de transição, em consonância com a estética dominante do atual mainstream norte-americano. Ou seja, domina a toada dance-pop, com as evidentes pontes com a EDM e o dubstep imaginado para massas.

A maioria dos casos que nos últimos anos tem seguido estes trilhos sonoros acaba por cair vícios que afectam as canções que, muitas das vezes, ficam reféns de malarabismos de produção em piloto automático (David Guetta é o exemplo máximo disso). Surpreendentemente, essa não é a regra no disco de Selena Gomez, como o provam a eficácia e o apelo pop de canções como Slow Dance ou Come and Get It.O tema que dá título ao álbum é provavelmente o ponto alto, dada a sua candura dramática que permite a Selena Gomez destacar-se no meio de uma amálgama de sintetizadores em ebulição.

Por vezes a cantora traz à memória Britney Spears, no sentido de que ambas não têm um grande potencial vocal, mas conseguem adaptar-se com sapiência ao trabalho de produção. No entanto, quando Selena Gomez foge do registo pop a que pertence, acaba por falhar. O sotaque jamaicano de Like A Champion, que recorre ao dancehall de forma caricatural, soa forçado, o que seria de evitar.

Não sendo um disco brilhante, Stars Dance, ainda assim, tem suficientes valências para que Selena Gomez não seja remetida ao esquecimento.

A cantora vai estrear-sem em palcos portugueses no próximo dia 11 de setembro, com um concerto no Campo Pequeno, em Lisboa.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG