Parte da Rota da seda na lista de património mundial

A UNESCO incluiu hoje na sua lista de património mundial uma parte da Rota da Seda, assim como a cidade de Namhansanseong na Coreia, o Grande Canal na China e Rani-ki-Vav, na Índia.

A inscrição destes quatro novos sítios culturais, que totalizam 992, foram decididos durante a 38.º sessão do comité do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que reuniu em Doha.

A candidatura da Rota da Seda foi apresentada pelo Quirguistão, China e Cazaquistão e abarca 5.000 quilómetros desta grande rede viária, o conhecido corredor Chang'an-tian-shan, de acordo com o comunicado da UNESCO.

Este troço, que foi configurado nos séculos II a.C. e I d.C., e que foi utilizado até ao século XVI, compreende as cidades capitais, complexos de vários impérios, templos budistas e partes da Grande Muralha.

A cidade de Namhansanseong, situada numa zona montanhosa a cerca de 25 quilómetros no sudeste de Seul, foi concebida para servir de capital dos reis da dinastia Joseon (1392-1919), em caso de emergência.

Já o Grande Canal é um vasto sistema de condução de águas (mais de 2.000 quilómetros) que recorre a planícies no norte e centro do Este da China, desde Pequim até à província meridional de Zhejiang.

Foi construída por segmentos sucessivos a partir do século V a.C., sob o reinado da dinastia Sui no século VII, tendo-se transformado num meio de comunicação e transporte unificado para o conjunto do império, que facilitou a circulação de cereais e matérias-primas.

O quarto sítio inscrito como património mundial é Rani-ki-Vav, uma escadaria da rainha Patan, no Estado de Gujarat, Índia.

Localizado nas margens do rio Saraswati, este monumento do século XI é um reflexo vivo da mestria técnica alcançada na altura e uma obra artística de grande beleza, refere a UNESCO, em comunicado.

Rani-ki-Vav tem sete andares e apresenta painéis esculpidos onde se pode admirar cerca de 500 grandes esculturas e 1.000 temas religiosos, mitológicos e seculares.

Os delegados do comité do Património Mundial da UNESCO estão a celebrar a sua 38.º reunião desde o passado dia 15 de junho, encontro que dura até 25, sob a presidência de Mayasa Hamad al Zani, irmã do atual emir do Qatar.

No sábado, foram incluídos na lista o sistema viário andino pré-hispânico, conhecido como Qhapaq Nan e que se estende por seis países da América do Sul.

ALU//GC

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