O rock interventivo dos Capital Inicial no Rock in Rio

A banda nascida na cidade brasileira de Brasília foi hoje a primeira a subir ao Palco Mundo. Até às 20.00 passaram pelo recinto mais de 40 mil pessoas.

Ao contrário do que aconteceu ontem, no dia dominado pelos Rolling Stones, hoje o cenário no Parque da Bela Vista é predominantemente adolescente, ou não fossem os cabeças de cartaz os Linkin Park, banda quase omnipresente nas vestimentas dos milhares que acorreram à Cidade do Rock.

Os portugueses Salto, agora transformados em banda pop eletrónica que segue à risca os ensinamentos pós-dubstep de um James Blake, foram dos primeiros a atuar no festival, no Palco Vodafone. Todavia, esta receita musical demorou a conquistar o público junto a este espaço.

Pouco depois o Palco Mundo inaugurou com uma das estreias em Portugal que esta edição comemorativa do Rock in Rio-Lisboa proporciona, nomeadamente dos Capital Inicial, que levaram até à Bela Vista a sua versão do rock brasileiro com uma forte intervenção política e social. Aliás, o final do espetáculo quase que se assemelhou a um comício, com o vocalista Dinho Ouro Preto a afirmar que, independentemente da cor ideológica, hoje "os políticos são todos iguais", tendo ainda salientado: "No Brasil estamos fartos deles."

Antes, o cantor lembrou como a banda tem já "décadas de estrada", tendo assim condensado numa hora de concerto algumas das canções que têm marcado o percurso do grupo desde os anos 1980, mas também recordaram temas alheios, nomeadamente o clássico Should I Stay or Should I Go, dos Clash.

Dinho Ouro Negro chegou a confessar que esta estreia suscitou algum nervosismo dentro da banda, "mas vocês estão a ser muito generosos", disse.

Salientou ainda como "o intercâmbio entre bandas de rock portuguesas e brasileiras devia ser mais frequente", sendo que o Rock in Rio tem desempenhado um papel nesse sentido.

Seguem-se no Palco Mundo os Queens of the Stone Age, Linkin Park e o DJ Steve Aoki.

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