Maior êxito de Anselmo Ralph quase ficou de fora

"Não me Tocas", o maior êxito do cantor angolano Anselmo Ralph, ia ficando fora do disco. "Não estava contente, achava que podia ter feito melhor", contou o músico ao DN, no intervalo do último ensaio antes da digressão que o está a levar a várias portuguesas. Hoje é a vez do Porto.

A digressão - ontem esteve no Campo Pequeno, hoje está no Pavilhão Rosa Mota no Porto, amanhã toca em Coimbra e no domingo em Faro - serve para mostrar o mais recente trabalho de Anselmo Ralph, "Dor de Cupido", lançado na segunda-feira. "São concertos mais intimistas", garante. "Vou apresentar estas novas músicas, mas sem cansar muito o público", promete, sabendo que o público gosta de ouvir os grandes êxitos.

'Não me Tocas' é a canção que se colou à sua curta carreira (Anselmo Ralph tem 32 anos) e que, segundo o artista, não ia entrar. "Agora quando eu digo que não gosto de uma canção a editora e os produtores 'não, nem pensar', já não acreditamos em ti".

Teme ser um cantor de um só êxito, mas acredita que com trabalho pode superá-lo. "O êxito de uma música deve servir de trampolim", afirma.

Com novo trabalho na rua, Anselmolo desdobra-se em entrevistas, concertos e sessões de autógrafos. Em Luanda esteve sábado e domingo, das 08.00 às 20.30 a assinar CD. Em Lisboa prepara-se para intensas sessões antes dos concertos, a partir das 19.30. "Talento sem reconhecimento é zero, é como produto sem consumidor. Fica no armário".

E, por isso, agradece o "carinho" com que é recebido hoje em Lisboa, onde, tal como em Luanda, já não consegue gozar de anonimato. "Começa logo na emigração, conta. "Vens dar os teus concertos?", perguntaram-lhe. E na recolha de bagagens fez uma sessão de autógrafos e fotografias espontânea. Diz que é assim mesmo que tem de ser: "quantos cantores a gente conhece mas já ninguém se aproxima". Nessa altura, garante, será a altura em que passará a escrever apenas para outros. Mas, para já, esse momento ainda chegou.

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