Lorde estreou-se perante milhares de pessoas

A jovem neozelandesa, atualmente com 17 anos, apresentou as canções do seu 'Pure Heroine'.

Ella Marija Lani Yelich-O'Connor, ou melhor, Lorde, não é uma estrela pop convencional. Pode ter sido eleita, no ano passado, pela revista Time, como a adolescente mais influente do seu tempo, mas a verdade é que tanto a sua música como a sua postura na indústria se distanciam dos modelos dominantes. Facto que não a torna nem melhor ou pior que outros artistas, apenas diferente.

Essa diferença foi vivida no Parque da Bela Vista. Apresentou-se com um espetáculo que vive muito da sua expressividade em palco. O que não é sinónimo de coreografias milimetricamente ensaiadas como, habitualmente, acontece em fenómenos pop desta dimensão.

Podia estar acompanhada por dois músicos, mas no Palco Mundo viveu o concerto como se estivesse sozinha a fazer a sua performance para uma multidão que, ao final da noite, ascendeu às 47 500 pessoas.

Não é um espetáculo complexo, não vivendo por isso de cenários muito trabalhados ou de quadros temáticos (como habitualmente acontece com estrelas como Madonna ou Britney Spears). É o minimalismo visual, até nos jogos de luzes de palco, fazendo assim com que todas as atenções se concentrem na sua interpretação e na sua performance corporal, que muito tem de dramatismo quase teatral.

Musicalmente é também distante da maioria dos nomes que lideram os tops de música pop, daí que o fenómeno que se gerou à sua volta (e, em especial, em torno do single Royals) pareça ainda mais inusitado. Do seu repertório, que apresentou ontem no festival, dominam canções pop feitas de texturas eletrónicas que, por vezes, se aproximam de uns The xx, onde a sobriedade é preterida à criação de momentos épicos.

Se este contexto poderia, à partida, não funcionar a favor da cantora num festival onde não era cabeça de cartaz, tal não aconteceu na Bela Vista. Obviamente foram singles como Tennis Court ou, na fase final, Royals e Team que geraram os momentos de maior entusiasmo,a certa altura acompanhados com o lançamento de confettis, mas durante a sua hora de espetáculo foi sempre bem recebida e a própria se mostrou bastante emocionada com a multidão que encontrou nesta sua estreia em Portugal: "Acho que nunca toquei para tantas pessoas", afirmou a certa altura, tendo ainda descrito a estreia em Lisboa como "verdadeiramente inesquecível".

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