Lole Montoya apresenta bulerías, alegrías e tangos em Sines

A 'cantaora' flamenca Lole Montoya irá interpretar seguidillas, alegrías, bulerías, tangos e soleás no sábado, no palco do Castelo de Sines, no âmbito do Festival de Músicas de Mundo.

Em declarações à Lusa, a intérprete de 56 anos afirmou que o álbum 'Metáfora' (2008) 'será a base do alinhamento do espetáculo, mas também canções de álbuns anteriores, designadamente do 'Ni el oro ni la plata' (2003)'.

'Quando subo a um palco é para me divertir, é vital esta sensação para mim. Poder expressar-me livremente', disse.

'É isso que conto fazer em Sines - prosseguiu -, esperando, claro está, o retorno do público, como se estivéssemos em casa. Um espectáculo não é só o artista que o faz mas depende também da participação do público'.

Em Sines a 'cantaora' irá interpretar, entre outras, 'Metáfora', canção feita por Alejandro Sainz, aproveitando o facto de a acompanhar o guitarrista Ricardo Moreno, que foi quem a gravou.

'Irei interpretar uma bulería que escreveu Vicente Amigo, 'El Regalo' e também 'Ni eloro ni el plata' que fundamenta bem os intercâmbios entre o flamenco e a música árabe', disse.

Lole Montoya e Manuel Molina procuraram trazer novas sonoridades ao flamenco, sendo apontados como renovadores do estilo, designadamente com a edição do álbum 'Nuevo Día' (1975).

Com Manuel Molina e a solo, Lole Montoya tem experimentado cruzar as tradicionais sonoridades flamencas com árabes.

Para Lole tal surge de forma 'natural' como afirmou à Lusa: 'Desde pequenita que ouvia música árabe, tenho essa cultura por parte da minha mãe [argelina] e a música clássica árabe é um encanto'.

A 'cantaora' recordou que a música árabe está na origem do flamenco.

Apontada como uma 'cantaora' fundamental no flamenco actual, Lole Montoya afirmou a que deve o qualificativo: 'no flamenco temos os nossos termos, em que nos reconhecemos, e eu sou muito aberta, revolucionei o flamenco, criei um estilo e uma escola próprios e é esse termo que diz isto mesmo'.

Com Lole Montoya sobem ao palco do Castelo de Sines Manuel Morao e Ricardo Moreno (guitarra flamenca), Jessica Montoya (coros, palmas) e Luís Carrasco (percussão).

Esta não é a primeira vez que actua em Portugal, disse a cantora que acrescentou: 'Actuei há muitíssimos anos atrás, tantos que já nem me lembro do lugar'. De Portugal conhece o fado que aprecia, e citou dois nomes: Mariza e Amália Rodrigues.

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