Justin Timberlake: a estreia de uma voz única em Portugal

Cabe ao cantor norte-americano encerrar a edição comemorativa dos dez anos do Rock in Rio-Lisboa. Esta será a primeira vez que Justin Timberlake atuará em solo português, trazendo consigo a aclamada digressão 'The 20/20 Experience World Tour'.

Quando na segunda metade dos anos 1990 Justin Timberlake cantava um tema como I Want You Back, ao lado dos quatro colegas nos "N Sync, dificilmente se previa que, passados estes anos, o cantor seria uma das vozes mais celebradas, e amplamente respeitadas, no cenário pop. E conseguiu-o pelo percurso que traçou a solo, que hoje leva-o a encher as maiores salas mundiais. Este ano estreia-se finalmente em palcos portugueses, pela mão do Rock in Rio-Lisboa, encerrando assim esta edição comemorativa de dez anos do festival.

Mesmo que hoje a figura de estrela pop e a personalidade musical de Justin Timberlake estejam bem distantes dos tempos em que era um adolescente que dançava coreografias ensaiadas ao milímetro ao som de canções pop prontas para conquistar meio mundo infantojuvenil, a verdade é que esses anos com os "N Sync foram cruciais para fazer que o nome (e a voz) de Justin Timberlake ganhasse um nível de reconhecimento público que não abrandou. Nem o hiato de seis anos para se dedicar ao cinema fez que o nome Justin Timberlake fosse dissociado das canções pop.

O salto deu-se em 2002, quando o cantor, natural de Memphis, se estreou em nome próprio, depois da separação da boy band de que fez parte durante sete anos. Justified (2002) foi o disco que assinalou o início do seu percurso a solo, tendo recrutado não só alguns produtores com quem já tinha trabalhado no passado (como a célebre dupla The Neptunes, de Pharrell Williams e Chad Hugo), mas também um nome que viria a tornar-se uma peça fundamental do seu sucesso: Timbaland. Na altura o produtor fez com Timberlake aquele que é já um clássico do cantor, Cry Me a River. Quando chegou a altura de lançar um segundo álbum, FutureSex/LoveSounds (2006), Timbaland, em parceria com Nate "Danja" Hills, produziu 90% desse disco. SexyBack e My Love, por exemplo, nasceram dessa colaboração criativa.

Pouco depois seguiu-se um hiato para se dedicar ao cinema. Vestiu a pele do fundador do Napster em A Rede Social, de David Fincher. Contracenou com Clint Eastwood em As Voltas da Vida. Nunca se afastou totalmente da música, já que nesse perío- do colaborou com nomes como Madonna, Duran Duran, Ciara ou Rihanna. Ainda assim, o regresso a toda a força, no início de 2013, apanhou muitos de surpresa. Voltou a recrutar o cineasta David Fincher para o primeiro teledisco, de Suit & Tie, primeiro cartão-de-visita do díptico The 20/20 Experience. O primeiro disco saiu em março e o segundo em setembro, ambos maioritariamente produzidos com Timbaland (em parceria com Jerome "Jroc" Harmon e Rob Knox). Este regresso provou como hoje Justin Timberlake não é somente um nome mediático entre tantas outras celebridades, mas uma voz com uma visão muito própria da música e é também isso que será celebrado hoje no Rock in Rio-Lisboa.

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