José Eduardo Martins de fora da política é um dos homens do festival

José Eduardo Martins, ex-deputado e ex-secretário de Estado, é um dos sócios da empresa que organiza o Primavera Sound, que arranca hoje no Porto, numa passagem da política para a música que o faz "muito orgulhoso".

A ligação de José Eduardo Martins aos festivais vem de Paredes de Coura, de onde provém a empresa Ritmos, que organiza o Primavera Sound, em conjunto com os parceiros espanhóis.

"Os meus pais têm uma casa em Romarigães, uma das freguesias de uma terra pequena, mas que para nós é o centro do mundo", afirmou à agência Lusa José Eduardo Martins, que diz que aquela é a "sua pátria afetiva".

Das 20 edições do festival de Paredes de Coura falhou "para aí três ou quatro" e fez uma amizade com os organizadores que, quando decidiu fazer uma na atividade política, depois de ter sido secretário de Estado do Ambiente e do Desenvolvimento Regional e deputado pelo PSD, eles lhe perguntaram "qual era agora a desculpa para não ser sócio, para não ajudar".

"Eu, com o que gosto que tenho pela de música e com o que gosto ainda mais deles, achei interessante e agora cá estou eu, sou um átomo disto", afirmou o advogado de profissão, que sente "muito orgulho por fazer parte deste projeto, mas muito pouco importante no meio de quem sabe fazer estas coisas há muitos anos, como é o caso da Ritmos".

José Eduardo Martins, que integrou a direção do PSD com Manuela Ferreira Leite, afirmou que a sua paragem de atividade política radica nas "divergências políticas abundantes" com a liderança de Pedro Passos Coelho.

Diz-se "defensor de uma linha mais à esquerda, mais social-democrata, menos liberal, pelo menos no que diz respeito à ação coletiva".

Considerando que "ninguém é indispensável à coisa pública" e que "todos temos que ter um percurso de coerência com as convicções", José Eduardo Martins não exclui "um dia poder voltar à política", mas não está no seu "horizonte mais próximo".

A partir do recinto do festival, de onde falou telefonicamente com a Lusa, acredita que o Optimus Primavera Sound vai "mudar o panorama de como se olha para os festivais em Portugal" e que "as previsões da chuva são muito exageradas".

Para o ex-deputado, se chover um bocadinho "é um festival abençoado", importante para fugir "à depressão quotidiana".

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