Regresso triunfal dos One Direction no Estádio do Dragão

A boyband britânica encerrou no Porto a digressão europeia, seguindo nas próximas semanas para os EUA. Em Portugal contaram com uma casa quase esgotada.

Quando às nove da noite os One Direction sobem ao palco montado no Estádio do Dragão, no Porto, a ansiedade era palpável por todos os cantos do recinto. Há horas (ou melhor, dias) que milhares de admiradores (vindos um pouco de todo o País) aguardavam o regresso da boyband britânica, que é hoje um dos maiores fenómenos da música pop atual, esgotando estádio atrás de estádio, seja pela América do Sul, Europa, ou Estados Unidos, para onde se seguem depois da passagem por Portugal.

O Estádio do Dragão não foi excepção, sendo que a fiel base de admiradores do grupo fez questão de transformar o recinto numa autêntica bandeira nacional, empunhando balões coloridos estrategicamente espalhados pelas várias zonas do estádio para o efeito.

Foi ao som da canção Midnight Memories (que dá título ao terceiro álbum do grupo), que os cinco músicos apareceram em palco, no meio de um estrondo provocado pelo fogo de artifício, aparato pirotécnico que se viria a repetir diversas ao longo das quase duas horas de espetáculo.

Niall Horan, o irlandês do grupo, aparece no centro de guitarra em punho, o que mostra como os One Direction, curiosamente, são hoje uma boyband muito mais rock e até americanizada do que outras bandas do género, onde a pop eletrónica domina a estética das canções.

Não é a única característica que os demarca de outras boybands. Aqui também não há coreografias ensaiadas ao milímetro, sendo que no Estádio do Dragão isso foi mais que evidente. A presença em palco dos cantores passa, essencialmente, pelas constantes corridas pelo palco, enquanto os milhares de fãs registam todos os movimentos até ao mais ínfimo pormenor.

Aliás, para um concerto de estádio a produção desta Where We Are World Tour não é tão grandiosa como se poderia adivinhar, vivendo o espetáculo, acima de tudo, dos carismas de cada um dos cantores e na forma como se relacionam com os seus admiradores.

Harry Styles e Niall Horan são os que dão vida ao espetáculo. Ambos mostraram-se incansáveis no "diálogo" com os fãs, provocando-os com algumas sugestões que mexem com os seus desejos mais íntimos, interagindo com eles mesmo quando as câmaras não estavam apontadas a si.

Liam Payne, que foi o primeiro a dirigir-se ao público, acabou por ter um pequeno acidente ao fim de meia hora de concerto, tendo permanecido o resto do concerto sentado com um saco de gelo junto ao pé, algo que acabou por não afectar de forma muito premente o resultado final do concerto.

Precisamente por causa desse acidente o cantor acabou por protagonizar com Niall Horan um dos momentos que melhor ilustram o que hoje representam os One Direction. Durante o tema Stronger os dois músicos cantaram um para o outro os versos "I'm sorry if I say, 'I need you'/ But I don't care,/ I'm not scared of love/ 'Cause when I'm not with you I'm weaker/ Is that so wrong?", fugindo assim a valores heteronormativos.

Mais tarde Harry Styles pegou numa bandelete rosa choque que uma fã lhe atirou para o palco e colocou-a orgulhosamente enquanto cantava o refrão do single You & I (já no encore), o que só confirma esta mudança de paradigma que a banda representa.

Os fãs viveram cada momento como se fosse o último e os constantes elogios que os vários membros da banda deram ao público e ao País só potenciaram este nível de entusiasmo, manifestado com uma excitação tipicamente adolescente.

Depois de todas as confusões que tiveram lugar na entrada dos milhares de fãs no Estádio do Dragão, tudo isso se dissipou quando a banda se despediu se forma triunfal com Best Song Ever, confirmando também aqui que além de terem uma mão cheia de algumas das melhores canções pop mainstream da atualidade, têm também o carisma necessário para aguentar um espetáculo para massas onde tudo se centra nas suas figuras e não tanto no aparato visual.

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