Orelha Negra apresentam 'mixtape' em Lisboa e no Porto

O supergrupo de 'hip hop' lança 'mixtape' em que colaboram com nomes internacionais como Amp Fiddler, Peter Hadar ou Georgia Anne Muldrow.

A noite de hoje dos Orelha Negra no Lux, em Lisboa, já está esgotada. Amanhã haverá ainda concerto no Hard Club, no Porto. O propósito é o lançamento da sua segunda mixtape, em que as canções originais do supergrupo de hip hop são recriadas por outros nomes. Inclusivamente por vozes internacionais, como Amp Fiddler, Giorgia Ann Muldrow ou Peter Hadar.

"São tudo exercícios criativos dos próprios artistas. Nós somos meros recetores", começa por explicar ao DN Francisco Rebelo (baixista que no passado militou nos Cool Hipnoise). Foram vários os nomes convidados para dar voz ou para remisturar as canções dos Orelha Negra, entre eles alguns internacionais, o que acaba por ser mais um passo na internacionalização do grupo, que em maio vão tocar em França, no Europavox.

"Estamos a tentar construir algo devagarinho, mas não temos um alvo preciso de ir lá para fora, é apenas uma consequência do nosso percurso. Mas não temos grandes ilusões de um carreira internacional, vamos apenas dando os primeiros passos possíveis", afirmou o baixista.

A mixtape que é hoje lançada no Lux e amanhã no Hard Club conta com 17 temas. Mas nenhuma destas colaborações passou por um contacto físico com os convidados. Alguns deles ainda nem conhecem, como o caso da cantora Da Chick. "Nunca nos sentámos com ninguém à mesa para fazer isto, foi tudo feito via Internet", lembrou Fred Pinto Ferreira, baterista que também toca regularmente com os Buraka Som Sistema.

Sendo este um disco repleto de muitos convidados, seria "logisticamente e tecnicamente muito difícil" ter todos eles ao seu lado nestes concertos em Lisboa e no Porto. Daí que, como conta Francisco Rebelo, estas datas sirvam para apresentar um novo espetáculo dos Orelha Negra. "Vão ser concertos em que vamos tocar algum do nosso repertório que até agora nunca tivemos oportunidade de tocar, porque o álbum [o segundo de originais, homónimo, lançado no ano passado] é grande. Está na altura de pôr esses temas a rodar", afirmou o baixista.

Hoje, o concerto no Lux começa às 23.00 (e será seguindo de um DJ set) e amanhã no Hard Club inicia-se às 22.00

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