Catarina Vaz Pinto: É um "reconhecimento a todos os protagonistas"

A vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa mostrou-se hoje contente com a aprovação da candidatura do fado a Património Imaterial da UNESCO, considerando-o "um reconhecimento a todos aqueles que são os protagonistas do fado".

Catarina Vaz Pinto falava à agência Lusa à margem das comemorações da vitória da candidatura portuguesa que, ao longo do dia de hoje, vão decorrendo no Museu do Fado, em Lisboa.

"Sinto-me muito contente, este trabalho [a candidatura] foi promovido pela Câmara de Lisboa, começou em 2005 , atravessou vários executivos municipais e é uma candidatura que tem este lado mais visível agora com a atribuição do prémio mas que exigiu um grande trabalho não só na área do estudo, da investigação mas também um trabalho com a comunidade artística toda para a conquistar para esta causa" de modo a que "este reconhecimento pudesse ver a luz do dia", frisou.

Questionada sobre o que a autarquia vai fazer no futuro para tornar este galardão ainda mais visível, a autarca referiu a gala Fado Património Imaterial da Humanidade, a realizar no dia 02 de Dezembro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, assim como várias acções de educação a realizar na capital.

Para Catarina Vaz Pinto, o "mais importante" é que "a candidatura não se esgote hoje com a atribuição deste reconhecimento". Pelo contrário, "há um plano de salvaguarda que tem quatro anos e ao longo de quatro anos nós temos de trabalhar também para que todas as acções que estão incluídas no plano - e foi por isso também que a UNESCO nos atribuiu este prémio - sejam executadas e divulgadas", sublinhou.

A vereadora da Cultura referia-se ao Plano de Salvaguarda do Fado, elaborado pela comissão científica da candidatura, que começou a vigorar em 2010 quando esta foi entregue à UNESCO em 2010 e que termina em 2014.

"Este reconhecimento deve-se sobretudo a todos aqueles que são os protagonistas do fado, os grandes artistas, aqueles que são a memória do fado", afirmou.

"Se calhar Amália foi a primeira grande pessoa que internacionalizou o fado", reconheceu a vereadora, embora considerando que "antes também havia já uma história do fado e depois dela essa história tem continuado a evoluir e a abrir-se para outros caminhos e é por isso que é tão importante o prémio que hoje obtivemos".

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