Final feliz com sabor a festa no Parque da Cidade

A atuação de Dan Deacon, à mesma hora a que se apresentavam os My Bloody Valentine, deu à segunda edição do festival um dos seus momentos mais memoráveis.

22h20: Já na reta final do segundo Optimus Primavera Sound, foi o norte-americano Daughn Gibson o primeiro a destacar-se no sábado, no Palco Pitchfork. Pela primeira vez em Portugal, o cantautor traz-nos fresquíssimos temas do seu álbum de estreia All Hell, com uma sonoridade peculiar. Convergindo um country profundamente enraizado nos territórios de um rock sério mas aligeirado, Daughn Gibson junta-lhe uns toques de electrónica e pós-dubstep, resultando numa equação improvável mas especialmente bem conseguida.

22h45: Os muito esperados Explosions In The Sky (que cancelaram depois de confirmados para a edição do ano passado, mas este ano não faltaram) sobem ao palco Optimus perante uma enchente de fãs expectantes e dedicados. Donos de um pós-rock fabulosamente elaborado com um instrumental que flutua entre a dreampop e o shoegaze psicadélico, a banda oriunda do Texas tocou, durante mais de uma hora, os temas que percorrem a sua extensa carreira, como Your Hand In Mine ou Be Comfortable, Creature, do mais recente álbum de estúdio.

00h10: O pós-punk dos nova-iorquinos Liars recruta os (não tão exaustos) fãs de Explosions In The Sky para a frente do Palco Super Bock, e asseguram um dos mais frenéticos concertos do alinhamento do dia. Portadores de um vasto repertório discográfico iniciado em 2000, a banda liderada pelo incansável vocalista e guitarrista Angus Andrew teve o seu último álbum, WIXIW (editado no ano passado), como foco de um concerto absolutamente electrizante, que fez prever uma noite carregada de muita música electrónica acompanhada por plateias crescentemente entusiasmadas.

01h20: Precisamente ao mesmo tempo que os megalómanos My Blood Valentine começam a actuar no Palco Optimus, a electrónica delirante e colorida de Dan Deacon, artista norte-americano que roda entre festivais em todo o mundo desde 2003, fez-se ecoar pelo Palco Pitchfork com toda a pujança necessária para entusiasmar uma plateia. Ruidoso e agitadamente divertido, Dan Deacon proporcionou uma hora do mais efusivo entretenimento musical (para além do moche incitado pelo próprio artista, Dan também ordenou ao público que fizesse uma fila indiana que percorresse todo o palco coberto durante o encore); que, a dada altura, se começou a esbater a ideia de concerto e assemelhar-se mais a uma festa juvenil dos tempos da escola secundária. E das mais memoráveis de sempre.

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