Deolinda vão editar o seu "hino" ao precariado

(COM VÍDEO) Os Deolinda vão disponibilizar na próxima semana o tema inédito "Parva que sou", porque ficaram surpreendidos com o sucesso que a canção teve na estreia ao vivo, quando foi tocada em Janeiro nos coliseus do Porto e de Lisboa.

Fonte da Sons em Trânsito, que agencia o grupo, disse hoje à Lusa que a canção está a ser masterizada, vai ser enviada paras as rádios e disponibilizada para o público na próxima semana. O grupo está ainda a estudar o molde em que disponibilizará a canção, no Myspace, no site ou para descarregamento gratuito.

A canção "Parva que sou" foi apresentada pela primeira vez a 22 de Janeiro no Coliseu do Porto e repetida nos três concertos seguintes marcados para aquela sala e para o coliseu de Lisboa. Depressa chegou à Internet, com vídeos e gravações amadoras feitas pelo público a serem divulgadas no Youtube (como a do vídeo acima) e Facebook, nas quais se ouvem os espectadores a aplaudirem à medida que Ana Bacalhau vai revelando a letra.

"Parva que sou" foi rapidamente adoptado como um novo hino dos Deolinda, uma nova canção de intervenção, que se junta a "Movimento Perpétuo Associativo" (retirado do álbum "Canção ao lado"). O tema novo reflecte as preocupações de uma geração que não tem emprego fixo, vive em casa dos pais e adia ter filhos porque não tem dinheiro."Sou da geração sem remuneração/e não me incomoda esta condição/Que parva que eu sou!/Porque isto está mal e vai continuar/já é uma sorte eu poder estagiar", canta Ana Bacalhau, vocalista do grupo português. E o refrão foi repetido e replicado nas redes sociais:"Que mundo tão parvo/onde para ser escravo é preciso estudar".

"Durante os ensaios e até em apresentações feitas a amigos nunca imaginámos a dimensão que a sua letra poderia tomar. Foi com grande surpresa e emoção que assistimos a uma reacção tão intensa e espontânea por parte das pessoas que estavam a ouvir uma música inédita", afirmaram hoje os quatro músicos dos Deolinda em comunicado. "Não podemos deixar de demonstrar o nosso agrado em perceber que uma canção está a suscitar debate e diálogo em volta de um assunto actual e que julgamos da maior pertinência", sublinharam.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG