Deolinda apresentaram e explicaram "Parva que sou"

A banda portuguesa Deolinda incluiu no seu concerto estreia em Toronto, Canadá, o tema "Parva que sou", explicando terem recebido respostas de seguidores seus em vários países, simpatizantes com o conteúdo da canção.

Este primeiro espetáculo da banda no Canadá, terça-feira à noite, integra-se na pequena digressão que a banda está a efetuar na América do Norte, a qual contempla oito espetáculos nos Estados Unidos (Grand Rapids, Detroit, Minneapolis, Bloomington, Chicago, Nova Bedford) e dois no Canadá (Toronto e Burlington).

Pouco mais de centena e meia de pessoas, das quais um terço de origem portuguesa, encheram na noite de terça-feira o pequeno restaurante-bar "Lula Lounge", em Toronto, para ver os Deolinda em palco e, embora fosse uma primeira apresentação, muitos dos presentes demonstraram audivelmente serem já bons conhecedores dos discos, cantarolando passagens de canções ou os refrões de êxitos.

Na quase hora e meia de espetáculo, os Deolinda passaram em revista 17 temas dos seus dois álbuns - "Canção ao lado", de 2008, e "Dois selos e um carimbo", de 2010, -juntando no final "Que Parva que eu sou", a única composição não gravada, a qual foi devidamente contextualizada por Ana Bacalhau.

"Parva que sou", interpretada pela primeira vez pelo grupo nos concertos nos Coliseus do Porto e Lisboa em janeiro de 2011, tornou-se desde então em Portugal num hino de constestação da geração de 30 anos, frustada, por ter estudado, mas não conseguir emprego e não ter perspetivas de futuro com a crise económica.

Numa breve introdução ao tema, a vocalista dos Deolinda, Ana Bacalhau justificou, em português e em inglês, a escolha, por tratar-se de um problema atual e comum a várias gerações no mundo e por terem resposta internacional de simpatizantes.

Do alinhamento no concerto constaram ainda, entre outros sucessos, "Mal por mal" , "Ai Rapaz", "Fado Toninho", "Não sei falar de amor", "Movimento Perpétuo Associativo", "Patinho de Borracha", "A Problemática Colocação de Mastro", "Quando Janto em Restaurantes", mas era "Fon-Fon-Fon" que centrava boa parte das expetativas da noite e um dos temas que trouxe grande animação à sala.

No final, o quarteto não escondia a satisfação pela boa aceitação do público, que correu a comprar discos e a pedir autógrafos.

Em declarações à Lusa momentos antes da atuação, Pedro da Silva Martins, músico e compositor dos Deolinda, mostrava o contentamento por "finalmente o grupo dar o primeiro concerto Canadá", depois de verem cancelado à última hora o seu espetáculo em Sherbrooke em 2010, devido à tempestade Nicole.

"Esta nova digressão norte-americana traz-nos um acumular de experiências e vemos que são principalmente os concertos ao vivo que estão a motivar a compra dos nossos CD neste mercado", referiu.

Sobre o terceiro álbum de originais que a banda está a preparar para 2013, Pedro da Silva Martins adiantou ter já pronta a lista de composições (todas da sua autoria).

"O novo CD irá refletir as nossas viagens e experiências nos vários cantos do mundo", recebendo influências de África e da Ásia, como Macau, acrescentou.

Desde dia 13 na América do Norte, os Deolinda dão esta noite o seu penúltimo concerto, em Burlington, Canadá, terminando a digressão em Nova Bedford no próximo sábado.

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