Cultura DJ triunfou sobre o rock na última noite

O Sudoeste voltou a transformar-se numa gigantesca pista de dança a céu aberto mas desta vez sem chuva e com as estrelas a sorrirem para os foliões que resistiram ao cansaço.

Esperava-se um decréscimo acentuado no número de milhares que pisaram o recinto do festival mas os Swedish House Mafia ainda foram capazes de despertar um derradeiro esforço a muitos dos que já se encontravam a Sudoeste há mais de uma semana. No total, 42 mil pessoas estiveram na última noite da 15ª edição.

Se de um combate entre duas culturas amplamente distintas, a da electrónica e a do rock, se tivesse tratado, a primeira teria levado a melhor retumbantemente. O desinteresse generalizado pelos Interpol não passou despercebido à banda que, além de todas as limitações de uma música desprovida de identidade, raramente ultrapassou o limiar da competência.

Que sentido fazem os Interpol em 2011? Muito pouco, tal como a sua presença num cartaz orientado noutro sentido.

Os National procuraram compensar a pouca vontade do público em ouvir com guitarras com esboços de aproximação a Portugal e acabaram por se revelar mais felizes que os seus antecessores. Ainda assim, prestaram a vénia aos "amigos " Interpol - "aprendemos muito com eles" - para que a sua presença no festival não se reduzisse a pouco mais de uma hora mal passada.

As duas bandas que de há menos de um ano para cá encheram o Campo Pequeno foram esmagadas por um espectáculo dos Swedish House Mafia que ao minimalismo de dois DJs (faltou Axwell), junta uma força visualmente que supera largamente a demonstrada na noite anterior por David Guetta. A celebração da cultura DJ foi notada a Sudoeste e é também reflexo de uma geração hedonista que procura no corpo a materialização do sentimento.

Duas horas chegaram para que o Sudoeste terminasse como decorreu: em festa e aos pulos. Aconteceu em frente ao palco mas a história só terminou no campismo.

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