As gerações mais novas ao vivo

O primeiro dia do Portugal ao Vivo fez-se ontem com gerações mais novas da música portuguesa, num recinto que foi ficando composto aos poucos. Hoje é a vez de alguns dos nomes que atuaram há 20 anos, na primeira edição.

Quando o concerto de Miguel Araújo arrancou às 19.00, o público que apreciava o sol no relvado do Estádio do Restelo, em Lisboa, foi-se levantando timidamente para uma aproximação ao palco. Após a primeira música, Sete Passos (Carolina), o músico começou a interagir com as poucas centenas de pessoas presentes no recinto, num concerto "num tom intimista".

Depois de tocar um novo tema e passar por músicas como O Capitão Fantástico, Miguel Araújo conseguiu entusiasmar mais o público, que cantou em coro Os Maridos Das Outras, música que o popularizou. Enquanto chegava mais gente e antes de abandonar o palco ao fim de cerca de 45 minutos, Miguel Araújo referiu ainda que era "uma honra" abrir o festival.

Os Wraygunn apresentaram-se em palco às 20.15, começando o concerto de forma enérgica. O público que assistia nesta altura ao concerto em frente ao palco era ainda pouco denso e heterogéneo em termos de idade. O muito "espaço livre para dançar" referido por Paulo Furtado foi aproveitado pelos que apreciavam temas da banda como Drunk or Stoned. Quase no final do concerto, Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, juntou-se em palco aos Wraygunn para partilhar um momento musical com a banda.

Os tambores dos Deolinda começaram a rufar por volta das 21.30, quando a banda de Ana Bacalhau subiu ao palco. Com a noite já instalada, a plateia começou a ficar mais composta. O público sabia muitas das letras de cor, acompanhando temas como Seja Agora, Passou Por Mim e Sorriu ou Fon Fon Fon, que não falharam no alinhamento.

Os The Gift começaram o concerto às 23.00 e para além de alguns dos seus temas, tocaram ainda uma versão de The End of The World, dos R.E.M.

O fim da noite ficou a cargo de Pedro Abrunhosa, à 00.45, que num momento especial do concerto convidou os fotógrafos a partilharem o mesmo palco que ele.

Hoje o dia pertence à geração mais velha e começa com os Sétima Legião, às 19.00, seguindo-se os Madredeus às 20.15, GNR às 21.30, Resistência às 23.15 e, a encerrar, os Xutos e Pontapés, à 01.00. Do concerto de há 20 anos, apenas ficam a faltar os Delfins e os Sitiados, cujo líder morreu em 2009.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG