A liberdade de António Variações abre Palco Mundo

Deolinda, Gisela João, Linda Martini e Rui Pregal da Cunha com Paulo Pedro Gonçalves integram a homenagem a António Variações.

Músicos de diferentes gerações e de distintos quadrantes musicais juntam-se esta tarde no Parque da Bela Vista para celebrar a vida e o obra de António Variações, músico que faria este ano 70 anos.

Esta homenagem, que inaugura hoje o Palco Mundo do Rock in Rio-Lisboa, reúne a fadista Gisela João, as bandas Linda Martini e Deolinda, mas também os ex-Heróis do Mar Rui Pregal da Cunha e Paulo Pedro Gonçalves, que chegaram a trabalhar com Variações na altura do álbum Dar & Receber.

Segundo Rui Pregal da Cunho "todos [os envolvidos no tributo] compreendem o amor que o António tinha pelas raízes populares, pelo nosso cancioneiro e, por isso, a forma como ele compunha era muito sui generis, particular, o que desperta o interesse em qualquer músico que, depois, tenha de trabalhar a partir do que ele fez", disse ao DN.

Já Ana Bacalhau, dos Deolinda, destaca a atualidade da sua obra. "Canções como O Corpo é que Paga ou o É pra amanhã têm um conteúdo ainda muito atual."

A fadista Gisela João, que se recorda de ouvir António Variações desde tenra idade, acredita que, se o músico fosse vivo "continuaria a inovar". "A grande força do trabalho dele é que não se prendia em caixas, não se deixava formatar, estava sempre a dar uma machadinha ao lado e isso também fez os artistas portugueses saírem da caixa", afirmou ao DN.

Os Linda Martini, com quem a fadista já atuou no passado, também vão subir ao Palco Mundo neste tributo. E se existe algo que ainda resiste nos dias de hoje na música do compositor era a "liberdade", salienta o baterista Hélio Morais. "Ele conseguia ir a todo o lado e era muito arrojado."

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