Morreu a arquiteta Zaha Hadid, a primeira mulher a ganhar o Pritzker. Tinha 65 anos

A arquiteta iraquiana Zaha Hadid morreu hoje aos 65 anos.

Iraquiana e prémio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura, Zaha Hadid morreu esta quinta-feira de ataque cardíaco no hospital de Miami, onde estava internada para tratar uma bronquite.

O seu trabalho está espalhado por todo o mundo. Do centro aquático do estádio olímpico de Londres ao Banco Central do Iraque, finalizado em 2012, a um arranha-céus em Nova Iorque que será inaugurado em 2017.

Ícone da corrente do desconstrutivismo, a obra arquitetónica de Zaha Hadid foi reconhecida por diversas vezes, destacando-se o Prémio Pritzker que recebeu em 2004, tornando-se a primeira mulher a consegui-lo. Em 2008 figurava na lista das 100 mulheres mais poderosas da revista Forbes.

Em Portugal, o seu atelier participou no concurso para o terminal de cruzeiros de Lisboa, que acabaria entregue a João Luís Carrilho da Graça.

Formou-se em Matemática pela Universidade Americana de Beirute, só depois estudou arquitetura em Londres, na Architetural Association. Graduação concluída nesta nova área de conhecimento, Zaha Hadid começou a trabalhar no atelier Office for Metropolitan Architecture, com os seus professores Rem Koolhaas e Elia Zenghelis.

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