Manoel de Oliveira: 'Maire' de Paris lembra obra que marcou história do cinema

A presidente da Câmara Municipal de Paris, Anne Hidalgo, lamentou hoje o desaparecimento do realizador Manoel de Oliveira lembrando "a obra que marcou profundamente a história do cinema"

"Soube com emoção do desaparecimento do realizador Manoel de Oliveira. Aos 106 anos, foi o autor de mais de 50 filmes e o decano mundial dos cineastas em atividade", afirmou Anne Higaldo, num texto em que recorda o seu trabalho desde o primeiro documentário "Douro, faina fluvial", de 1931, até ao último, a curta-metragem "O Velho do Restelo", rodada em 2014.

A autarca parisiense lembra o seu trabalho como uma "obra que marcou profundamente a história do cinema e ofereceu uma projeção sem precedentes ao cinema Português".

A "sua prodigiosa criatividade", a "sua inspiração inesgotável, mas também a sua humildade impressionante" são outras das palavras de Anne Hidalgo, que recorda a homenagem realizada em Paris em 2001 e a entrega da medalha da Cidade ao cineasta portuense.

Manoel Cândido Pinto de Oliveira nasceu a 11 de dezembro em 1908 e pertencia a uma família da burguesia industrial do Porto.

O funeral do realizador realiza-se hoje, no Porto, com o país a cumprir o segundo dia de luto nacional pelo cineasta.

Manoel de Oliveira, que dizia que a vida era um mistério e uma derrota, morreu na quinta-feira, em casa, no Porto, aos 106 anos.

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