Mafalda, Snoopy e Calvin vão brincar no Amadora BD

O mote desta edição foi dado pelo centenário de Quim e Manecas, de Stuart Carvalhais

Nelson Dona previne: "é uma visita à obra". Ninguém estranhe portanto as latas de tinta, as marteladas, as rebarbadoras em ação. E atenção a onde se põem os pés. O Amadora BD abre as portas na sexta-feira e o diretor do festival levou ontem à tarde os jornalistas numa visita guiada ao espaço que recebe as exposições âncora, o Fórum Luís de Camões. Uma edição (a 26ª) em que a criança na BD é o tema, a pretexto do centenário de Quim e Manecas, a banda desenhada "vanguardista" de Stuart Carvalhais.

Tudo partiu, como todos os anos, de ideias. Ideias que ontem ainda ganhavam forma nos dois pisos do Fórum. Nelson Dona descansou,. descontraído, quem ia encontrando uma sucessão de paredes vazias e de materiais de obra espalhados: "há um momento mágico que é aquele em que passam as senhoras da limpeza". Imaginemos então a exposição principal, dedicada à criança na BD. "Vai ter desenhos originais que vêm de diversos museus e colecionadores do mundo inteiro", refere o diretor. Peças desenhadas e publicações e assinaturas conhecidas: Hergé, Franquin, Mauricio de Sousa, Schultz. A exposição é "surpresa" e "vai contar a história das crianças não cronologicamente ao longo do século XX e XXI." Num dos nucleos, pintado de azul forte, vão juntar-se Mafalda, Snoopy e Calvin - que "são do ponto de vista contemporâneo o que mais mostram o que é ser criança".

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