Vargas Llosa não revela zanga com García Márquez

O escritor peruano Mario Vargas Llosa garantiu que levará para o túmulo o segredo sobre a sua zanga com o colombiano Gabriel García Márquez, falecido na semana passada, para honrar o "pacto" entre os dois prémios Nobel da Literatura.

"García Márquez e eu fizemos um pacto, o de não alimentar os rumores sobre as nossas relações, e assim, ele morreu mantendo a sua palavra e eu morrerei cumprindo a minha", declarou Vargas Llosa na quinta-feira, durante uma visita a Caracas.
Gabriel García Márquez, prémio Nobel da Literatura 1982, morreu a 17 de abril, aos 87 anos, na sua residência no México.
Mario Vargas Llosa, Nobel da Literatura 2010, que recordou tudo o que a literatura latino-americana deve ao autor de "Cem Anos de Solidão", era amigo próximo de García Márquez antes de essa amizade terminar, em 1976, na sequência de um incidente cujos contornos nunca foram revelados.
Após a projeção de um filme no México, "Vargas Llosa deu-lhe um soco e atirou-o ao chão", relatou a escritora mexicana Elena Poniatowska, testemunha da cena.
O incidente poderá ter tido origem no envolvimento de Gabriel García Márquez nas difíceis relações entre Vargas Llosa e a sua mulher na altura, Patricia Llosa.
"Nós temos biógrafos, historiadores, eles que descubram a verdade, mas ela não sairá das nossas bocas", respondeu, rindo, Vargas Llosa, novamente inquirido na quinta-feira sobre as razões da zanga.
Antigo candidato liberal à Presidência do Peru, Vargas Llosa tinha também criticado a amizade de Gabriel García Márquez com o dirigente cubano Fidel Castro.
ANC // PJA

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