Portugal na Espanha Árabe

A obra deste historiador é longa e este volume intitulado Portugal na Espanha Árabe da mesma dimensão, não só por estarmos perante 600 páginas de uma terceira edição que agora dá oportunidade a novos leitores de a conhecerem, mas pela sua concepção original. Longe vão os tempos em que a publicou pela primeira vez, em 1971, quando a sua forma de contar a História espantou académicos e apaixonados pelo passado. A sua activa vida política e opções ideológicas não terão estado fora desta forma de relatar séculos de influência árabe na formação de Portugal e, conforme dizia no prefácio da primeira  edição, “Quantos, entre a gente instruída da nossa terra, ignoram que Coimbra, Lisboa, Santarém, Évora, Beja, Alcácer, Mértola, Silves, Faro foram centros notáveis de civilização   árabe peninsular e cenário de relevantes acontecimentos políticos”. Essa opção por contar as derrotas dos cristãos por muitos séculos, “passeando-se” pelas terras e histórias das terras onde viviam os “mouros”, ainda hoje pode surpreender quem abre este livro e é decerto, como já o foi, um passo acertado na observação do passado porque determina uma aproximação ao conhecimento histórico que nunca foi tão necessário como agora.  Numa frase, mesmo quase quatro décadas depois, António Borges Coelho surpreende com este seu longo fôlego histórico.


4/5
Portugal na Espanha Árabe
ANTÓNIO BORGES COELHO
EDITORIAL CAMINHO


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