Personalidades de todo o mundo homenageiam Gabo

Presidentes e personalidades de todo o mundo lamentaram a morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez num adeus a um dos mais importantes autores da América Latina.

O ex-Presidente norte-americano Bill Clinton manifestou "tristeza" pela morte de García Márquez, referindo que desde que leu "Cem anos de solidão", há mais de 40 anos, sempre ficou "assombrado" pela "imaginação, clareza de pensamento e honestidade emocional" do escritor.

"Ele sempre soube captar a dor e a alegria da humanidade em cenários tanto reais como imaginários. Tive a honra de ser seu amigo e de conhecer o seu grande coração e mente brilhante por mais de 20 anos", disse Clinton.

Por seu lado, o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, qualificou García Márquez como "o maior colombiano de todos os tempos", considerando que "os gigantes nunca morrem".

A cantora colombiana Shakira disse que "Gabo", como o escritor era carinhosamente chamado, será lembrado como "um presente singular e único e como a história mais original de todas".

"É difícil dizer-te adeus, com tudo o que nos deste. Estarás sempre no meu coração e no daqueles que te amaram e admiraram", disse a cantora.

O também cantor colombiano Juanes considerou que "o maior de todos partiu, mas fica a sua lenda imortal".

O escritor colombiano e Nobel da Literatura Gabriel García Márquez morreu esta quinta-feira na Cidade do México, aos 87 anos.

O autor de "Cem anos de solidão" foi distinguido com o Nobel da Literatura, em 1982, e não publicava desde 2010, quando foi dado à estampa "Yo no vengo a decir un discurso" ("Eu não venho dizer um discurso").

"Memória das minhas putas tristes", editado em 2004, é assim o último livro de ficção de um autor de causas, que nunca escondeu simpatias políticas, nomeadamente pelo regime cubano de Fidel Castro.

O romance sucedeu a "Do Amor e outros demónios", publicado dez anos antes. "Amor nos tempos de cólera", "Crónica de uma morte anunciada", "O general no seu labirinto" e "Ninguém escreve ao coronel" são outros títulos emblemáticos do escritor.

Na passada segunda-feira, a mulher e os filhos do escritor colombiano emitiram um comunicado, no qual afirmavam que o seu estado de saúde era "muito frágil", havendo "risco de complicações".

Gabriel Garcia Márquez regressara a casa no início do mês, depois de uma hospitalização que durou uma semana, por uma infeção pulmonar.

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