Oxford e Vaticano digitalizam os seus manuscritos

A Biblioteca do Vaticano (Itália) e a Bodleian da Universidade de Oxford (Reino Unido) anunciaram um ambicioso projeto conjunto de digitalização de manuscritos antigos que disponibilizará aos investigadores de todo o mundo mais de 1,5 milhões de páginas.

Manuscritos gregos e hebraicos e incunábulos do século XV irão ser digitalizados graças ao financiamento da fundação Polonksy que apoia o projeto com 3,2 milhões de dólare (2,5 milhões de euros).

Não é a primeira vez que Polonksy apoia Oxford. O presidente da instituição financeira Hansard Global é inglês mas cresceu em Nova Iorque onde frequentou a universidade, mas continuou os seus estudos na Sorbonne, em Paris, e no Lincoln College, em Oxford, tendo ficado bastante ligado a esta universidade.

Também já financiou a digitalização de 280 mil fragmentos de manuscritos hebraicos da sinagoga Geniza, no Cairo (Egito) e apoiou a digitalização de manuscritos da Universidade de Cambridge (entre os quais, documentos de Isaac Newton).

Os fundos que vão ser digitalizados foram selecionados precisamente por serem de grande qualidade e se revestirem de uma especial importância para os investigadores. Do total de documentos que será digitalizado, dois terços pertencem ao Vaticano e o restante a Oxford.

A Biblioteca do Vaticano foi fundada em 1451 pelo Papa Nicolau V mas foi Leão III que, em 1883, a abriu aos investigadores. Contém mais de 180 mil manuscritos, 1,6 milhões de livros impressos, 300 peças numismáticas e 15 mil peças gráficas (entre desenhos e gravuras).

Já a Bodleian de Oxford é a maior biblioteca universitária do Reino Unido. A sua coleção, reunida ao longo de 400 anos, integra 11 milhões de items impressos, além de 45 mil items eletrónicos e muitos outros documentos noutros formatos.

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