O início de "cem anos de cooperação"

A frase é de Vasco Graça Moura, o escritor convidado para a inauguração do evento, no qual Portugal é o país convidado. Até 1 de maio, mais de 20 autores nacionais vão passar pelo recinto, onde o pavilhão português ocupa 3 mil metros quadrados

Citações de Camões, Pessoa, Saramago e Virgílio Ferreira cruzando os vários discursos. Fado de Raquel Tavares promovendo marcas nacionais, como os brincos e pulseiras da Parfois, empresa lusa que também está na Colômbia. Uma plateia cheia de figuras ligadas à cultura portuguesa e colombiana e as principais personalidades políticas dos dois países. Um pavilhão de Portugal com 3 mil metros quadrados onde, além de obras de grandes autores portugueses, há peças de Bordalo nas paredes, vinho do porto e pastéis de nata nas mesas e mostras de arquitetura projetada no nosso país.

Foi pois totalmente portuguesa a inauguração da 26ª Feira do Livro de Bogotá (Filbo), a segunda maior da América latina, na qual Portugal é o país convidado de honra. Até 1 de maio, mais de 20 escritores portugueses vão passar pela feira, que Cavaco Silva espere que projete ainda mais o nome de Portugal na Colômbia e ajude a promover as relações comerciais entre os dois países, a que a visita de estado que hoje termina deu um 'empurrão'.

Como disse Vasco Graça Moura, o escritor convidado para o discurso de inauguração "o momento histórico singular" em que "pela primeira vez a cultura portuguesa entra em contato com a de um grande país de língua espanhola da América latina" pode ser o começo de "cem anos de cooperação". A vários níveis, que não apenas o cultural.

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