IPOR prepara introdução do novo Acordo Ortográfico

O Instituto Português do Oriente (IPOR) já iniciou em Macau a formação para a introdução do novo Acordo Ortográfico no ensino do português na região a partir de 2011, quando os manuais escolares adoptarem as novas regras.

Em entrevista à Agência Lusa em Macau, a presidente do Instituto Camões (accionista maioritário do IPOR), Ana Paula Laborinho, sublinhou que o 'IPOR já iniciou a formação dos seus professores', tendo a mesma sido 'disponibilizada às escolas luso-chinesas, podendo iniciar-se ainda este ano, no sentido de se começar a introduzir o Acordo Ortográfico'.

Os manuais para o ensino do português no estrangeiro adoptarão as novas regras ortográficas a partir de 2011, garantiu a responsável, salientando que, para já, existem conversores ortográficos que podem servir de base à formação em Macau e que foram disponibilizados às instituições locais, a par da formação online do Instituto Camões.

Além do ensino do português, Ana Paula Laborinho manifestou-se 'convicta de que Macau irá aderir ao novo Acordo Ortográfico', mas sublinhou não haver, para já, nenhuma informação concreta sobre uma decisão das autoridades da região neste sentido, disse, depois de se reunir com a Secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan.

'Macau pode desempenhar um papel muito relevante (na internacionalização do português), porque sabemos que a China tem cada vez mais interesse no português num diálogo que é económico e político com os países lusófonos', defendeu a responsável, ao observar que o português 'é útil para Macau e para a China'.

A presidente do Instituto Camões constatou que em Macau 'há todo um ambiente propício para se aprender português e condições para a formação de professores' e, por isso, defende que o IPOR 'pode fazer mais no âmbito da língua', podendo "formar professores de português para as universidades da China'.

Por outro lado, acrescentou, 'pretende-se que haja uma maior envolvência entre o IPOR e o Instituto Camões e as metodologias, programas, sistema de avaliação de professores poderão ser adoptados pelo IPOR'.

'O Instituto Camões pretende assumir o papel de sócio maioritário, em articulação com o consulado e com o Ministério dos Negócios Estrangeiros', disse a responsável, que se deslocou a Macau para participar na assembleia geral do IPOR, onde ficou foi aprovado o orçamento da instituição, mas não o plano de actividades.

O IPOR pode também fazer mais pela cultura, apontou, ao colaborar com instituições locais ou tendo uma 'acção invisível', ao servir de intermediário entre aquelas e homólogas portuguesas, para se 'trazer a Macau a cultura portuguesa contemporânea, o que terá consequências na dimensão económica'.

Quanto à livraria portuguesa, Laborinho adiantou que será lançado este ano um concurso para a concessão da mesma e que o Instituto Camões irá 'desafiar livrarias ou grupos portugueses a participarem', procurando-se que o espaço seja uma 'livraria internacional de matriz portuguesa' que sirva Macau e a região.

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