António Lobo Antunes recebe Prémio Nonino Internacional

O escritor António Lobo Antunes recebe, no sábado, em Udine, na Itália, o Prémio Nonino Internacional, galardão instituído em 1975 por iniciativa da família Nonino, proprietária de uma antiga e histórica destilaria daquela localidade transalpina.

O novo romance de António Lobo Antunes, "Caminho como uma casa em chamas", será editado pelas Publicações Dom Quixote em outubro, anunciou a editora.

O galardão transalpino visa distinguir "personalidades de renome mundial que, com o seu trabalho, se destacaram nas respetivas áreas, e, na categoria de literatura internacional, foi escolhido o autor de 'Os Cus de Judas'", disse à Lusa fonte da editora do escritor.

Segundo a mesma fonte, será o escritor italiano Claudio Magris, um dos membros do júri, que vai entregar o galardão ao escritor português, de 71 anos.

O júri do prémio foi presidido pelo escritor britânico V.S. Naipaul, nascido em Trinidad e Tobago, distinguido em 2001 com o Prémio Nobel de Literatura, e contou com o cientista português António Damásio, o ensaísta francês Edgar Morin, o historiador francês Emmanuel Le Roy Ladurie e o encenador inglês Peter Brook.

Entre os distinguidos com o Prémio Internacional Nonino contam-se os escritores Jorge Amado, Álvaro Mutis, V.S. Naipul, Amin Maalouf, Chimamanda Ngozi Adichie, Mo Yan, John Banville, William Trevor, Javier Marias, Siegrief Lenz, Adonis e o antropólogo e ensaísta francês Claude Lévi-Srauss.

Lobo Antunes recebe a distinção, pouco depois de ter sido publicado em Itália o seu romance "Arquipélago da Insónia", pela editora Feltrinelli, que, na edição italiana, tem como título "Arcipelago dell'Insonnia". A obra saiu em 2009 em Portugal, pelas Publicações D. Quixote.

O escritor português, autor de mais de cerca de 50 títulos, foi já distinguido, entre outros, com os prémios France Culture de Literatura Estrangeira (1996), Médicis Para o Melhor Livro Estrangeiro (1997), Literatura Europeia do Estado Austríaco (2000), Rosalía de Castro (2001), Internacional da União Latina (2003), Ovídio (2003), Jerusalém (2004), Juan Donoso (2006), Camões (2007), Terence Moix (2008), Juan Rulfo (2008) e da Extremadura Para a Criação (2009).

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