Katia Guerreiro regressa aos discos sem ter de provar nada a ninguém

Esteve seis anos sem gravar um álbum de originais, mas esta semana a fadista volta com 'Até ao Fim', disco em que canta poemas de Vasco Graça Moura, Rita Ferro ou Samuel Úria.

Uma das páginas de fãs de Katia Guerreiro no Facebook é gerida por um admirador sírio. No entanto, nas suas muitas viagens pelo mundo fora, Katia Guerreiro nunca passou pela Síria. Já quando em 2010 atuou na Filarmónica de Berlim teve na plateia um fã que voou de propósito da Irlanda para a capital alemã só para a ver cantar. É inegável a dimensão que a cantora alcançou fora de Portugal ou, como a própria afirma, "se calhar já fiz qualquer coisa". Seis anos depois do seu último álbum de originais, Fado (2008), e cinco desde o disco de tributo Os Fados do Fado (2009), Katia Guerreiro regressa com Até ao Fim, álbum que marca uma viragem na sua carreira.

Para este disco escolheu Tiago Bettencourt para a produção e direção musical, músico que foi essencial para a mudança em curso. "O Tiago foi a ligação de que precisávamos para sairmos da nossa toca e para que estivéssemos efetivamente juntos no mesmo caminho, além de ter tido um papel importantíssimo na minha interpretação", explica. Segundo Katia Guerreiro, Tiago Bettencourt é só um nome completamente fora do fado, "para quem não sabe": "Ele ouve fado desde muito novo, sempre foi um extraordinário ouvinte, muito atento, frequentador de casas de fado e tem em casa um grande conselheiro, que é o pai, um verdadeiro fanático", refere.

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