João Soares admite problemas financeiros

O ex-autarca de Lisboa e Isabel Botelho Leal são os novos titulares da pasta

A Cultura, tutelada por João Soares, é um dos quatro ministérios do Governo liderado por António Costa, apenas com uma secretaria de Estado.

João Soares, que foi uma das surpresas do elenco do executivo ontem conhecido, será o ministro da Cultura e Isabel Botelho Leal a secretária de Estado da pasta homónima. Até agora desempenhava as funções de chefe de Divisão de Relações Internacionais dos serviços gerais da Assembleia da República.

"Procurarei fazer o meu melhor ao serviço do interesse de Portugal e dos portugueses", disse João Soares, na terça-feira à noite, no início do frente-a-frente com o social-democrata José Matos Correia na Edição da Noite da SIC Notícias.

O ex-autarca admitiu que Costa o convidou para ministro "já há algum tempo" e que "a primeira pasta" foi a Cultura. "A primeira pasta foi esta", assegurou o deputado socialista, considerando "positiva" a existência de um Ministério da Cultura no executivo de António Costa.

Segundo João Soares, que apoiou António José Seguro na disputa da liderança do PS contra António Costa, "a Cultura esteve completamente abandonada e numa situação completamente lamentável" durante o governo de coligação PSD-CDS/PP.

200 milhões de orçamento

Soares, que exercerá o cargo de ministro pela primeira vez, admitiu que poderá deparar-se com "problemas financeiros" no exercício do cargo, mas garantiu que o seu objetivo é "transformar a cultura num motor do desenvolvimento".

Se a regras dos últimos 15 anos se mantiver, a cultura só deverá obter o equivalente a 0,1% do produto interno bruto no próximo Orçamento de Estado, ou seja, cerca de 200 milhões de euros. Historicamente, a cultura é desvalorizada em relação a outras áreas governativas, representando apenas 0,3% da despesa efetiva consolidada da Administração Central (Estado, institutos e empresas públicas).

Recorde-se que no primeiro Governo de Passos Coelho, a Cultura contou apenas com uma secretaria de Estado e que no último voltou a ganhar dimensão de ministério, embora sem nenhum secretário de Estado adstrito.

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