JK Rowling mantém pseudónimo em novo livro

Desta vez o policial de Robert Galbraith - o pseudónimo de J.K. Rowling - não começa com impacto. Aliás, em 480 páginas a escritora de pouco adianta até à página 37. Mas quem chegar até à 129 já não consegue parar.

Entre as novas características deste Cormoran Strike está uma que é inesperada, a de circular pelas páginas muita da ordinarice própria do linguajar das classes mais "baixas" dos cidadãos daquela ilha. Como se quisesse esconjurar os tempos bem comportados da sua mais famosa saga, Harry Potter, ou quem sabe recordar os tempos em que viveu na cidade do Porto e terá ouvido palavrões amiúde. Quanto ao argumento de O Bicho-da-Seda pode dizer-se que faz pensar numa situação autobiográfica da autora. Porque tudo se passa numa agência literária que representa um autor, Owen Quine, que comete o deslize de revelar o conteúdo do seu novo romance antes de o poder fazer. Nada que não tenha acontecido a J.K. Rowling quando assumiu o pseudónimo Robert Galbraith e também foi uma inconfidência que contou ao mundo que era a escritora quem estava por trás da autoria deste policial. Afinal, este romance é a história de um escritor que se esconde mas de quem ninguém quer saber o que faz ou por onde anda. O que não é o caso de J.K. Rowling, mesmo que ressurja sob o pseudónimo de Robert Galbraith.

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