"Já pensei que era alguém e agora entendo que não sou nada"

Fernando Correia acaba de lançar "Piso 3 Quarto 313", um livro em que o jornalista conta o que tem sido conviver com a doença de Alzheimer da sua mulher.

Com que frequência visita a Vera na Casa de Saúde da Idanha?

Por norma vou todos os dias. Queremos que todos os dias esteja sempre lá alguém da família.

Depois de mais de dois anos de internamento, qual é o estado de espírito com que a vai visitar?

Continuo sem estar conformado, mas já estou habituado. Todos os dias vou estar um bocadinho com ela. É um hábito da minha vida. Julgo que, em parte, isto responde à sua pergunta. Vou lá por solidariedade e por ternura, nem que seja só para lhe fazer uma festa, e tento ter sempre um comportamento normal, que não seja piegas. Falo com ela e às vezes ela sorri. Esse sorriso pode representar algum tipo de compreensão. Não sei. Pelo menos algum tipo de interação representa.

Leia a entrevista completa na edição impressa ou no e-paper do DN.

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