Itália reabilita Pompeia para aliviar crise

O primeiro ministro italiano Mario Monti deu luz verde ao projeto de conservação e reabilitação da área arqueológica de Pompeia para o qual foram disponibilizados 105 milhões de euros de financiamento a serem gastos em três anos.

A 29 de março a Comissão Europeia aprovou formalmente a concessão das ajudar do FEDER ao projeto de Pompeia, que contará com 41,8 milhões de euros de financiamento europeu e 63,2 milhões de euros de fundos italianos.

O chefe do Executivo tecnocrata de Itália esteve em Nápoles, próxima de Pompeia, para apresentar as primeiras cinco ideia a concurso público para as obras deste projeto que pretende requalificar as ruínas de Pompeia que se foram danificando sobretudo devido às fortes chuvas dos últimos anos. As constantes notícias sobre erosões nos edifícios alertaram para a necessidade urgente de proceder a uma requalificação.

Segundo explicou Mario Monti na televisão, a iniciativa promovida o ano passado pelo governo de Silvio Berlusconi, pretende "preservar todas as zonas em risco" e garantir que o projeto será concretizado com "empresas e trabalhadores capazes e honestos".

O primeiro ministro italiano assegurou ainda que esta iniciativa terá em conta "os mais desfavorecidos" sobretudo os mais jovens de uma região meridional que vive uma situação económica "grave" e que sofre de crises mais problemáticas do que outras regiões.

Monti insistiu na importância de investir na cultura, nomeadamente em Pompeia, para o desafogo económico do país. O primeiro ministro lembra o interesse que a obra tem para as gerações futuras de Itália e também a sua importância a nível mundial. Recorde-se que esta área arqueológica recebe em média seis mil visitas diárias, chegando a ter 20 mil na época alta a nível de turismo.

As primeiras cinco licenças para o projeto de reabilitação destinam-se à conservação da Casa do Criptopórtico (563 168 euros); da Casa de Sirico (1,24 milhões de euros); da Casa do Marinheiro (1, 01 milhões de euros); da Casa das Paredes Vermelhas (192 298 euros); e da Casa dos Dióscuros (1,45 milhões de euros).

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