Xapa 13. Agência dos Xutos procura novos talentos...

A maior banda rock portuguesa contrariou o pessimismo e avança com uma agência de artistas e produtora de espetáculos.

Depois de mais de três décadas de carreira, os Xutos & Pontapés decidiram dar um abanão no mercado e avançar com a criação de uma agência de artistas e de espetáculos, uma área que conhecem como ninguém, para abrir as portas a novos talentos. "Tem que ver com tudo o que se passa na indústria. Temos uma estrutura muito bem montada e, desde o momento que assentámos arraiais nesta casa, pensámos que também devíamos abrir este espaço a outras bandas, aproveitando todos os contactos que temos", explica o guitarrista Zé Pedro, enquanto nos guia pelo quartel-general da banda, um enorme complexo situado numa área industrial em São João do Tojal, nos arredores de Lisboa.

Na garagem, veem-se carrinhas e toneladas de equipamento, no piso superior fica o estúdio, a sala de ensaios e num edifício adjacente, o escritório. Mais do que uma banda (ou para lá de), os Xutos & Pontapés são hoje uma verdadeira empresa, pelo que a Xapa 13, assim se chama a agência que promete mexer com o mercado da música em Portugal, juntando veteranos e debutantes sob o mesmo teto, acaba por ser uma evolução natural no percurso da banda.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?