Filme sobre o papa Francisco apresentado em Cannes

Documentário assinado por Wim Wenders mostra o chefe da Igreja Católica nas suas viagens apostólicas

O documentário do cineasta alemão Wim Wenders sobre o papa Francisco foi exibido no domingo numa sessão especial do Festival de Cannes, mostrando imagens exclusivas dos arquivos do Vaticano.

"Papa Francisco, um homem de palavra" é o nome do filme que Wim Wenders levou dois anos a realizar, tendo inclusive encontros privados com Francisco.

Ao apresentar a longa-metragem sobre o pontífice, Wim Wenders disse que o papa Francisco é o exemplo vivo de um homem que luta pelo que fala e que no filme dirige-se ao espetador de modo sincero e espontâneo.

"Queríamos que fosse um filme para todos os tipos de público, porque a mensagem do papa é universal"", explicou.

Mais do que uma biografia, o filme revê o pensamento de um homem que reivindica "tolerância zero contra a pedofilia" e defende a causa feminista.

O documentário acompanha o papa em viagens como a visita ao memorial da Shoah em Jerusalém, ao campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, ou a centros de detenção.

"O papa não tem outra arma além da palavra", destaca o cineasta, que nesse mesmo festival, entre outros prémios, ganhou em 1984 a Palma de Ouro com o filme "Paris, Texas".

Wenders estabelece um constante paralelismo entre o pontífice e S. Francisco de Assis, o patrono dos pobres, e sustenta que, como ele, fez a Igreja mover-se.

Em pouco mais de hora e meia de película regista que desde a sua eleição no conclave de 2013 a atenção do seu pontificado aos pobres não mudou.

O filme apresenta o trabalho de Francisco, as suas reformas e as suas respostas a questões atuais, como a desigualdade económica ou a crise migratória e a integração de refugiados.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.