Vereadora da Cultura vai à Assembleia Municipal explicar modelo para o Teatro Maria Matos

Catarina Vaz Pinto vai ser ouvida na Assembleia Municipal de Lisboa sobre o modelo de gestão do Teatro Maria Matos que está a ser preparado

A presidente da 7.ª comissão permanente da Assembleia Municipal de Lisboa, Simonetta Luz Afonso, disse ontem que a vereadora da Cultura de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, irá à comissão explicar a concessão do Teatro Maria Matos.

Simonetta Luz Afonso falava perante a 7.ª comissão permanente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), que hoje recebeu representantes dos signatários da petição "Por uma gestão pública do Maria Matos".

"Há uma discussão que deve ser feita e o assunto do Maria Matos ainda não terminou, por isso vamos também ouvir a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto", acrescentou Simonetta Luz Afonso.

Em declarações à agência Lusa no final da AML, Sara Goulart Medeiros, a primeira signatária da petição, congratulou-se com o facto de a vereadora ir a esta comissão da AML, mas sublinhou que, mais importante ainda, é que a comissão "ouça os vários agentes envolvidos e com trabalho feito no Maria Matos".

"Porque são esses que podem explicar de viva voz que aquele teatro deve continuar a ser da autarquia, pois só assim poderá continuar a prestar serviço público", frisou.

Na audição na 7.ª comissão, Sara Goulart Medeiros apresentou números de espetadores do Maria Matos, de 2010 a 2017, sublinhando que apenas em 2016 se registou uma descida no seu número, considerando que este não é motivo para concessionar aquela sala a privados.

O total de espetadores do Maria Matos, de 2010 a 2017, de acordo com números públicos apresentados pela peticionária, é de 227.187, repartidos pelos diferentes anos: 23.519 (2010), 22.593 (2011), 21.889 (2012), 32.402 (2013), 36.654 (2014), 31.139 (2015), 24.329 (2016) e 34.662 (2017).

Para a deputada comunista Ana Margarida de Carvalho, o Maria Matos "foi sacrificado" e isso não será colmatado pela programação do teatro Luís de Camões nem pelo do Bairro Alto.

Esta deputada municipal reclamou ainda que "a falta de transparência" que pautou a reorganização dos teatros municipais de Lisboa "não se repita quando se estiver a tratar do caderno de encargos para a concessão do Maria Matos".

Por seu turno, a presidente da 7.ª comissão permanente disse que pessoalmente não tem nada contra a concessão do Maria Matos a privados, mas sublinhou que, se isso acontecer, "é necessário haver um caderno de encargos completamente blindado".

Entretanto, Sara Goulart Medeiros disse que a vereadora da Cultura já ouviu representantes dos signatários da petição, sublinhando que a vereadora deverá ainda participar num debate mais alargado sobre a questão.

Defendeu que esse debate devia realizar-se nas instalações daquela sala de espetáculos, na avenida Frei Miguel Contreiras.

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