"Venham cedo porque a polícia vai fazer revistas demoradas"

As palavras de aviso são de Luís Montez, da Música no Coração, promotora do Super Bock Super Rock, que hoje começa.

"Aqui é onde o pessoal vê concertos à pala", brinca Luís Montez, da Música no Coração, promotora do festival Super Bock Super Rock que hoje começa no Parque das Nações, em Lisboa. É precisamente ali, no palco EDP, mesmo em frente à pala do Pavilhão de Portugal, que, pelas 17.30, arranca a edição deste ano, com Alexander Search, o projeto que junta Júlio Resende e Salvador Sobral.

Mas mais do que falar das novidades no recinto ou do cartaz, Luís Montez quer passar uma mensagem aos festivaleiros que repete várias vezes durante a visita para a imprensa realizada na terça-feira: "Venham cedo porque a polícia vai fazer umas revistas demoradas", alerta. E deixa ainda um pedido: "Para ajudar não deviam trazer mochilas porque no recinto há todo o tipo de oferta de bebida e comida."

Se dúvidas havia sobre o aumento das medidas de segurança, este aviso garante que, tal como aconteceu no NOS Alive, as revistas da polícia a cada um dos 20 mil espectadores esperados no primeiro dia de festival, esgotado há meses com o anúncio dos cabeças-de-cartaz Red Hot Chili Peppers, vão ser tão minuciosas como se se estivesse a entrar num avião.

Um reforço que representa "um aumento de 50% dos custos com segurança". Quanto a valores, prefere não avançar com números. E para quem tem bilhete para os três dias, o que implica a troca do bilhete por uma pulseira, Luís Montez deixa mais uma informação útil: não é necessário perder tempo nas filas das bilheteiras logo à entrada. "Até à uma da manhã, num dos dois contentores colocados junto ao rio, próximo da zona lounge, é possível fazer a troca."

Quanto ao recinto, onde durante os três dias de festival vão estar a trabalhar cerca de 900 pessoas, a área lounge, sem câmaras de vigilância, foi melhorada, com sítios com sombra. Os palcos continuam a ser quatro, sendo que o Meo Arena, o principal, "ganhou" uma estrutura de metal com LED que cobre quase toda a sala. Agora cabe a cada banda tirar o maior partido possível das possibilidades que esta estrutura permite em termos de espetáculo.

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