Uso eficaz é um desígnio nacional

A eficaz utilização de fundos comunitários é um desígnio nacional para a secretaria de Estado da Cultura, disse hoje o titular daquela pasta, Francisco José Viegas, na inauguração do Centro Interpretativo do Mosteiro da Batalha.

"Esta obra é bem representativa de um investimento enriquecedor" e que foi apoiada por verbas oriundas da comunidade europeia, frisou o secretário de Estado da Cultura.

O governante mostrou-se convicto de que "com este centro de interpretação, os visitantes terão uma experiência mais vivida da narrativa que é aqui partilhada", acrescentando que este é um dos investimentos importantes numa área que considera "essencial" na Cultura, a área do património.

A projeção em 3D do Mosteiro da Batalha desde a sua fundação é uma das atrações do Centro de Interpretação hoje inaugurado.

"Há uma memória que ficou completamente apagada sobre a vila, espaço e envolvente e sobre o próprio mosteiro que as pessoas precisam de conhecer", frisou à Lusa o diretor do monumento, Pedro Redol.

O território e a paisagem envolvente, a Batalha de Aljubarrota e a doação do mosteiro aos frades dominicanos, a construção do mosteiro, a vida em convento e o restauro a partir de 1840 constituem os cinco temas com os quais os visitantes se irão confrontar.

O Centro Interpretativo vai ocupar todo o interior da antiga Adega dos Frades do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, que em 2007 foi considerada uma das Sete Maravilhas de Portugal.

O comissariado científico é da responsabilidade do atual diretor do mosteiro e do historiador e professor da Universidade de Coimbra, Saul António Gomes.

A estrutura expositiva, projetada pelos arquitetos Francisco Vieira de Campos e Cristina Guedes, apresenta o projeto museológico e museográfico integrado com a assinatura de Gabriella Casella, Catarina e Francisco Providência.

Segundo uma nota do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), "este novo equipamento, integrado no circuito de visita, irá proporcionar um novo olhar sobre o Mosteiro da Batalha, Património Mundial desde 1983, possibilitando aos visitantes uma melhor compreensão dos seus espaços, da sua evolução construtiva e da sua contextualização histórica e simbólica".

Por outro lado, o IGESPAR defende que é um reforço na atratividade para "o triângulo monumental complementado pelo Mosteiro de Alcobaça e pelo Convento de Cristo, em Tomar, e para o 'touring' turístico-cultural, que beneficia da proximidade de Fátima, um dos principais destinos de turismo religioso de todo o mundo".

Monumento memorial da Batalha de Aljubarrota e panteão régio, cuja construção teve início em finais do século XIV a mando de D. João I, o mosteiro dominicano da Batalha é o mais significativo edifício do gótico português.

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