Uma robusta metáfora do coração

CUIDAR DOS VIVOS Katell Quillévéré

Vai surgindo um certo cinema contagiado pela linguagem publicitária. Integra-a com tal sofisticação e porte, que facilmente passa por gesto cinematográfico. No nível mais elevado dessa sofisticação, com laivo poético, atua este Cuidar dos Vivos, filme em torno de um transplante de coração que, num período de 24 horas, liga uma série de personagens.

Personagens? Baseado no livro homónimo de Maylis de Kerangal, Cuidar dos Vivos parece remeter para uma coreografia de emoções, veiculadas por figuras sem mais espessura que as de um anúncio publicitário... por mais belo que seja.

É esse o problema de um filme que, com justiça, temos de admitir ser visual e sonoramente apelativo. Mas não se contorna aqui a aparência de uma campanha televisiva, como aquela que usava a canção Everybody Hurts, dos R.E.M., para um vídeo sobre prevenção rodoviária.

Classificação:**

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