Um português entre os finalistas dos Prémios Sony

Adriano Neves já tinha sido selecionado no ano passado para esta mesma competição. Este ano é um dos dez finalistas da categoria Open Travel, com o tema Viagem

Uma fotografia na Patagónia chilena deu, a Adriano Neves, um lugar entre os finalistas dos Prémios Mundiais de Fotografia Sony, o único português entre cerca de 270 representantes de mais de 60 países, foi hoje anunciado.

Adriano Neves é um dos dez finalistas da categoria Open Travel, com o tema Viagem, aberta a fotógrafos não profissionais.

Com os "Cuernos del Paine", dois picos das cordilheiras montanhosas do Parque Nacional Torres del Paine, refletidos sobre o lago Nordenskjöld, a fotografia foi feita ao início da manhã e o autor disse à agência Lusa que se destacou pela "forte mensagem de serenidade, acompanhada também de uma complexidade visual que a torna bastante intrigante".

A fotografia foi captada durante uma viagem pela América do Sul, no ano passado, mas, para ter acesso a esta paisagem, Adriano Neves precisou de algum esforço.

"Para chegar a este local em concreto, acampámos junto ao lago Pehoé e arrancámos de madrugada, com muito poucas horas dormidas, para a zona da cascata Salto Grande e do lago Nordenskjöld", contou.

Apesar de ter formação em Engenharia Civil, Adriano Neves, natural de Tomar e residente em Lisboa, assume como atividade profissional a fotografia, nas áreas de arquitetura e de viagem, sobretudo na vertente de paisagem.

Adquiriu a primeira câmara semiprofissional há apenas três anos, mas desde então passou a dedicar-se mais ao passatempo e a tratar as suas viagens "como pequenos projetos de aprendizagem e construção de portfólio".

Adriano Neves já tinha sido selecionado no ano passado para esta mesma competição e a sua fotografia, feita na Islândia, foi considerada a melhor entre candidatos portugueses, tendo ainda sido incluída nas 50 melhores da categoria Panorâmica.

A sua fotografia foi uma das 230.103 imagens submetidas a concurso por fotógrafos de 186 países, tendo Portugal quase duplicado, segundo a organização, o número de entradas relativamente a 2014.

Adriano Neves vai conhecer, a 29 de março, se é vencedor ou não na sua categoria, mas terá de esperar até 21 de abril para saber se foi escolhido como Fotógrafo do Ano nas secções abertas a não profissionais e se ganhou os 5.000 dólares (4.538 euros) do respetivo prémio.

O resultado será anunciado numa gala em Londres, a par dos vencedores das categorias para profissionais, para jovens e para estudantes.

Entretanto, a fotografia de Adriano Neves fará parte de uma exposição dos Prémios Mundiais de Fotografia Sony, em Londres, de 22 de abril a 08 de maio, e será incluída na edição do livro que contém as melhores imagens da competição deste ano.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz amanhã, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.