Tupac não merecia isto...

All Eyez on Me, Benny Boom

Poderia ser um "biopic" com discurso sobre raça nos EUA. Poderia ser muita coisa a primeira ficção sobre a vida do rapper Tupac Shakur. Na verdade, é tudo menos revolucionário. Mas se esse fosse o único problema, estávamos bem. All Eyez on Me (título de um dos seus multiplatinados discos) tem buracos narrativos do tamanho do ego de Tupac e estruturalmente é uma trapalhada que descamba numa espécie de pretexto para filme de gangsters com a mafia do "gangsta rap" como pano de fundo.


Quando é sentimentalão torna-se ainda mais piroso. Um filme que apenas poderá ter alguma validade na maneira como mimetiza uma estética dos videoclipes dos anos 1990 da arte hip-hop, mas mesmo aí é pela rama. Benny Boom, que vem precisamente dos telediscos, estampa-se por completo quando encena o romance entre Tupac e Jada Pinkett-Smith - parece um fascículo à parte.


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