Tudo o que é cultura pop a caminho da Exponor

Comic Con: o festival de Matosinhos já cativa público nos EUA e na Nova Zelândia

Banda desenhada, cinema, séries televisivas, videojogos, a arte do cosplay, em que fãs se vestem e pintam como os seus heróis de comics e anime preferidos... A loucura do maior evento nacional de cultura pop está de regresso à Exponor, em Matosinhos, entre sexta-feira e domingo.

A segunda edição do Comic Con Portugal quer superar os 30 mil visitantes do ano passado e terá desde logo um espaço de exposição ainda maior, aumentando de 35 mil para 45 mil metros quadrados, como explicou Paulo Cardoso, diretor-geral do evento, ontem, no Porto.

"O objetivo neste ano é aumentar o número de visitantes mas também as atividades, de modo a termos ofertas para os diferentes públicos e proporcionar experiências capazes de surpreender o público a cada instante. Temos um aumento considerável da área de gaming e do auditório principal, que passa a ter capacidade para 2500 pessoas (...) Neste ano é mais fácil captar parceiros porque já não temos de explicar o que é a Comic Con. Existe uma ideia da dimensão do evento e do investimento astronómico que representa, algo que nem quero revelar", explicou Paulo Cardoso, salientando que da parte da organização a ideia passa por fazer crescer o evento a cada ano com o objetivo de "ter já em 2018 um dos maiores eventos de cultura pop a nível europeu": "Queremos chegar aos 100 mil visitantes e atingir a capacidade máxima do recinto. Se isso for possível, faremos do Comic Com Portugal um evento relevante a nível internacional, capaz de se tornar ainda mais apetecível para a indústria."

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Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

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Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.